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Segundo Canclini (2008, p. 96), “ser artista ou escritor, produzir obras significativas no meio dessa reorganização da sociedade global e dos mercados simbólicos, comunicar-se com públicos amplos, tornou-se muito mais complicado. Do mesmo modo que os artesãos ou produtores populares de cultura [...] não podem já referir-se apenas a seu universo tradicional, os artistas também não conseguem realizar projetos reconhecidos socialmente quando se fecham em seu campo. O popular e o culto, mediados por uma reorganização industrial, mercantil e espetacular dos processos simbólicos, requerem novas estratégias”.
CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas híbridas. São Paulo: Edusp, 2008, p. 96.
Para esse autor, o fenômeno da globalização
Um dos temas discutidos por Ricardo Antunes, em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, é a restruturação produtiva, sobre a qual ele afirma: “Nesse contexto que o processo de recuperação capitalista, iniciado no pós-45 no Japão, emergiu como um receituário com força crescente no mundo ocidental a partir de meados dos anos 70, como uma tentativa de recuperação capitalista da crise estrutural que então se desenhava nos principais países capitalistas centrais”.
A reestruturação produtiva, segundo Ricardo Antunes, consolidou-se como uma 
Em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes argumenta que: “uma vida cheia de sentido fora do trabalho supõe uma vida dotada de sentido dentro do trabalho. Não é possível compatibilizar trabalho assalariado, fetichizado e estranhado com tempo (verdadeiramente) livre”.
Com base na análise de Ricardo Antunes, o tempo livre 
Sobre as transformações ocorridas no campo do trabalho nas últimas décadas, Ricardo Antunes, em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, afirma: “O mundo do trabalho viveu, particularmente nos países capitalistas avançados, um processo múltiplo: de um lado verificou-se uma desproletarização do trabalho industrial, fabril. Mas, paralelamente, efetivou-se uma significativa subproletarização do trabalho, decorrência das formas diversas de trabalho parcial, terceirizado, subcontratado, vinculado à economia informal, etc.” (Adaptado).
Considerando a análise de Ricardo Antunes sobre as transformações do trabalho, conclui-se que a 
Ao discutir a reestruturação produtiva capitalista, Ricardo Antunes, em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, afirma: “o envolvimento interativo aumenta ainda mais o estranhamento e a alienação do trabalho, ampliando as formas modernas da reificação, distanciando ainda mais a subjetividade do exercício daquilo que Nicolas Tertulian, na esteira do Lukács na maturidade, sugestivamente denominou exercício de uma subjetividade autêntica e autodeterminada”.
A respeito do trabalho contemporâneo na reestruturação produtiva, Ricardo Antunes argumenta que