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Ricardo Antunes, em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, discute a seguinte tese: “O estudo das relações entre trabalho produtivo e improdutivo, manual e intelectual, material e imaterial, bem como a forma assumida pela divisão sexual do trabalho, a nova configuração da classe trabalhadora, [...], permitiu-me recolocar e dar concretude à tese da centralidade da categoria trabalho na formação societal contemporânea, contra a desconstrução teórica que foi realizada nos últimos anos”.
A tese defendida por Ricardo Antunes, no excerto, argumenta a favor de 
Tiago Muniz Cavalcanti e Rafael Garcia Rodrigues, no artigo Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem, defendem que o trabalho escravo no Brasil
A divisão do trabalho é característica das sociedades complexas e, no caso da divisão técnica, seus fundamentos são essenciais para o aumento da produtividade nas organizações industriais. No entanto, diversos autores formularam críticas a esse processo, quando essa divisão se manifesta de forma excessivamente pormenorizada. Entre as principais críticas, destaca-se 

Ricardo Antunes, no livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, indica que: “Particularmente nas últimas décadas a sociedade contemporânea vem presenciando profundas transformações nas formas de ser e existir da sociabilidade humana. A crise experimentada pelo capital, bem como suas respostas, das quais o neoliberalismo e a reestruturação produtiva da era da acumulação flexível são expressão, têm acarretado, entre tantas consequências, profundas mudanças no interior do mundo do trabalho”(Adaptado).


No novo cenário da sociabilidade humana decorrente da crise do capital, Ricardo Antunes ressalta as mudanças relativas

No livro A sociedade da insegurança e a violência na escola, Flavia Schilling refere-se a uma percepção sobre a atualidade compartilhada por sociólogos contemporâneos segundo a qual: “A promessa de que o desenvolvimento técnico e científico nos livraria das guerras revela-se falsa. Duvidamos de que possamos dar conta do desafio de conciliar liberdade e segurança. O progresso material parece não tender ao fim da fome e da criação de condições de vida dignas para todos. Assistimos (já conformados?) a guerras que se prolongam no tempo” (2014. Adaptado).


Para Flávia Schilling, a percepção explicitada no excerto refere-se