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Em pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a participação da renda gerada pelo trabalho informal no Brasil caiu de 16,9% para 14,9%, entre 2003 e 2008, e o percentual de trabalhadores informais também caiu, de 25,8% para 22,8%. No entanto, os trabalhadores informais ainda são um contingente expressivo no mercado. Assinale a alternativa que caracteriza o trabalho informal.
David Harvey, importante teórico da geografia britânica e um dos autores mais citados nas ciências sociais e humanas, desenvolveu o conceito de “acumulação flexível” para explicar as mudanças nas estruturas de produção e de organização do trabalho que surgiram a partir da década de 1970. Este conceito foi elaborado para explicar a crise do modelo fordista de produção em massa e o esgotamento de suas capacidades de expansão econômica e social. A acumulação flexível caracteriza-se por uma maior adaptabilidade e capacidade de resposta das empresas às mudanças nos mercados globais, por meio de processos de flexibilização no trabalho, inovação tecnológica e reorganização espacial. O autor aponta que esse novo regime de acumulação é marcado pela “compressão do tempo-espaço”, onde as distâncias são reduzidas e o capital se movimenta com uma velocidade cada vez maior.

Com base no conceito de “acumulação flexível” desenvolvido por David Harvey, é correto afirmar que:
O conceito de divisão social do trabalho tem sido amplamente discutido por sociólogos clássicos e contemporâneos, dada a sua relevância para a estruturação das sociedades modernas. A especialização das funções laborais e a distribuição de tarefas entre diferentes grupos e classes sociais são fatores que moldam as relações sociais e a organização produtiva. Considerando os debates teóricos sobre trabalho e divisão social do trabalho, analise as afirmativas a seguir:

I. O conceito de “deskilling” (“desqualificação”), de Harry Braverman, ganha nova relevância no contexto da automação avançada, no qual habilidades antes valorizadas podem se tornar obsoletas, embora simultaneamente surjam demandas por novas competências técnicas e cognitivas.
II. A teoria do “trabalho imaterial”, de Maurizio Lazzarato e Antonio Negri, oferece uma perspectiva para compreender a crescente importância da produção de conhecimento, informação e conteúdo cultural na economia digital.
III. A noção de “flexibilização do trabalho”, de Richard Sennett, adquire novas dimensões com a gig economy, desafiando as concepções tradicionais de carreira, estabilidade e identidade profissional.
IV. Para Pierre Bourdieu, a divisão social do trabalho está intimamente ligada ao conceito de habitus, pois as diferentes posições ocupadas pelos indivíduos no mercado de trabalho refletem a internalização de disposições sociais e culturais que estruturam as práticas cotidianas.

É correto o que se afirma em: 
A primeira geração de trabalhadores nas fábricas aprendeu com seus mestres a importância do tempo; a segunda geração formou os seus comitês em prol de menos tempo de trabalho no movimento pela jornada de dez horas; a terceira geração fez greves pelas horas extras ou pelo pagamento de um percentual adicional (1,5%) pelas horas trabalhadas fora do expediente. Eles tinham aceito as categorias de seus empregadores e aprendido a revidar os golpes dentro desses preceitos. Haviam aprendido muito bem a lição, a de que tempo é dinheiro.

 (THOMPSON, 1998, p. 294.)
No contexto da formação e consolidação do capitalismo, principalmente a partir do século XIX, consolida-se:
A luta de classes está inscrita no materialismo histórico. Neste, a concepção da história reside no desenvolvimento do processo real de produção material da vida imediata e das formas de intercâmbio a ele associadas e por ele engendradas. Portanto, o fundamento da história assenta-se nos diferentes estágios pelos quais passa a sociedade civil no “suceder-se de gerações distintas”, até a “história transformar-se em história mundial”. 

(MARX e ENGELS, 2007, p. 40.)
Assim, a luta de classes na visão marxista, apresenta-se como: