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Há uma interpretação negativa atribuída às características infantis, relacionada à vulnerabilidade física e moral, que produz práticas sociais de proteção e de controle. Isso quer dizer que: 
Ao voltar às aulas presenciais depois da pandemia de covid-19, uma professora de Sociologia notou que muitos de seus alunos pareciam estar mais ansiosos, apegados aos celulares, quietos e, sobretudo, com dificuldades de interação social. A pandemia durou por quase três anos, período em que se respeitaram as medidas de restrição de circulação de pessoas e foram ministradas aulas remotas em um contexto sanitário apreensivo. A professora em questão sabia que, para as pessoas na adolescência, fase de ampliação das relações sociais, esse contexto foi muito impactante. Nesse sentido, a docente tomou conhecimento de uma pesquisa realizada pela Unesco e pela Unicef denominada “Juventudes e a Pandemia do Coronavírus” (edição de 2022), a qual revelava que 50% dos jovens e adolescentes sentiam cansaço e exaustão frequentes nesse período, enquanto 44% viviam em grande estado de desmotivação.

Diante desse contexto, a professora decidiu, em parceria com a equipe multidisciplinar da escola, propor um projeto de intervenção que estimulasse as interações sociais na 1ª série do Ensino Médio abordando os efeitos da pandemia na saúde mental dos alunos.

Considerando essa situação, assinale a opção que apresenta uma atividade que atende aos objetivos dessa docente.
Um pedagogo participou de um projeto denominado “Biblioteca Viva” na biblioteca pública municipal de sua cidade, o qual envolveu idosos e alunos do 4º ano do Ensino Fundamental. No projeto, foi considerada a seguinte definição:
Biblioteca Viva é um conceito que convida entidades humanas a se transformarem em pistas vivas, socializando os saberes e vivências que compõem a memória coletiva do seu habitar, constituindo-se em importante espaço de catalogação e compartilhamento dessa memória que não está presente em livros ou obras de arte.
LEHNEMANN, R. M. Biblioteca viva: uma metodologia inventiva no âmbito da plataforma de interação ecológica Disponível em: http://www.repositorio.jesuita.org.br/. Acesso em: 29 maio 2024 (adaptado).
Nesse caso, o projeto proposto parte do princípio de que
João é um estudante do 2º ano do ensino médio que com frequência chega atrasado. Após uma advertência, o estudante disse que não entendia a exigência do horário, pois, em sua casa, não há essa preocupação. A equipe pedagógica informou essa situação aos professores, e o professor de sociologia aproveitou esse exemplo para trabalhar o tema das instituições sociais. Considerando essa situação, é correto afirmar que 
Na sociedade medieval, o sentimento de infância não existia, o que não quer dizer que as crianças não fossem negligenciadas, abandonadas ou desprezadas. O sentimento da infância não significa o mesmo que afeição pelas crianças: corresponde à consciência da particularidade infantil, essa particularidade que distingue essencialmente a criança do adulto, mesmo jovem. Essa consciência não existia. Por essa razão, assim que a criança tinha condições de viver sem a solicitude constante de sua mãe ou de sua ama, ela ingressava na sociedade dos adultos e não se distinguia mais destes. (Ariès, 1981, p. 156). Segundo o autor, com o passar do tempo, surge um sentimento pela infância denominado “paparicação”. Esse sentimento advém do fato da criança ser vista como ingênua, gentil e graciosa. Nesse sentido, a criança passa a ser uma distração para os adultos. Ainda, segundo Ariès (1981), outro sentimento relacionado à infância foi o de compreender a mente da criança, a fim de melhorar os métodos de educação. Esse sentimento surge a partir do século XVII e inspira toda a educação do século XX. Nesse sentido, os adultos não viam mais a criança como um indivíduo divertido e agradável, ou seja, ela não era mais vista como uma distração para adultos e passou a ser vista como um mero objeto a ser