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     O espanto é a disposição fundamental que nos leva ao filosofar. [...] Por isso, o filósofo é, de certa forma, um ser estranho aos outros homens: eles se integram no mundo como algo evidente e não se preocupam com ele, enquanto o filósofo rompe com a evidência do mundo e começa a questioná-lo.

REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia: Antiguidade e Idade Média. 5. ed. São Paulo: Paulus, 2003. p. 16

A partir do excerto, avalie as afirmações a seguir e assinale a opção correta que melhor distingue senso comum de filosofia:
Na obra de Marilena Chaui, Convite à filosofia, nos deparamos com a comparação entre mito e filosofia. Veja os dois textos a seguir:

Texto I
   O mito pretendia narrar como as coisas eram ou tinham sido no passado imemorial, longínquo e fabuloso, voltando-se para o que era antes que tudo existisse tal como existe no presente. A Filosofia, ao contrário, se preocupa em explicar como e por que, no passado, no presente e no futuro (isto é, na totalidade do tempo), as coisas são como são.

Texto II
   O mito narrava a origem por meio de genealogias e rivalidades ou alianças entre forças divinas sobrenaturais e personalizadas, enquanto a Filosofia, ao contrário, explica a produção natural das coisas por elementos naturais primordiais [...] por meio de causas naturais e impessoais [...].

CHAUI, Marilena de Souza. Convite à filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática, 2004. p. 36.

Comparando os dois textos é possível afirmar que
    A Filosofia é, pois, o sistema de todo o conhecimento filosófico [...]. Até então não é possível aprender qualquer filosofia; pois onde esta se encontra, quem a possui e segundo quais características se pode reconhecê-la? Só é possível aprender a filosofar, ou seja, exercitar o talento da razão, fazendo-a seguir os seus princípios universais em certas tentativas filosóficas já existentes [...].

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Coleção Os Pensadores). p. 407-408.

A partir do excerto acima é correto afirmar que
“Seria conveniente observar que o ceticismo, como filosofia, não é simplesmente dúvida, mas o que se pode chamar dúvida dogmática. O homem de ciência diz: ‘Penso que isto é assim e assim, mas não tenho certeza’. O homem de curiosidade intelectual diz: ‘Não sei como é, mas espero descobrir’. O filósofo cético diz: ‘Ninguém sabe, e ninguém poderá jamais saber’”.

RUSSEL, Bertrand. História da filosofia ocidental – livro primeiro. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1957.

Diante da diferenciação apresentada por Russell, caracteriza-se como um princípio cético: 
    “A filosofia não é como a física. Na física, há um amplo corpo de verdades estabelecidas que os iniciantes têm de dominar. Na filosofia, em contraste, tudo é controverso. Algumas das questões fundamentais ainda estão em disputa. A filosofia é do início ao fim um exercício de razão. Nós devemos abraçar as ideias que são mais bem apoiadas pelos argumentos”.

RACHELS, James; RACHELS, Stuart. Os elementos da filosofia moral. Porto Alegre: AMGH, 2013. Adaptado.

Com base no excerto, a natureza do filosofar está relacionada