Filtrar


Questões por página:
A questão do método é a busca de um caminho para se chegar a um fim. Dentro desse aspecto, ao longo da história da filosofia, cada filósofo ou corrente filosófica buscaram o método mais apropriado. Na Idade Moderna, o método concentrou-se na busca da verdade e do conhecimento seguro (COTRIM, 2010).

Assinale a opção cujo método foi corretamente definido.

Considere o seguinte argumento:



Se eu tenho realmente duas mãos diante dos meus olhos agora, então é falso que eu seja apenas um cérebro sem mãos, mas plugado em um computador devidamente programado para causar em mim a sensação de ver agora duas mãos diante dos meus olhos. Ora, eu não estou justificado a crer que (portanto, não sei que) não sou apenas um cérebro plugado em um computador. Logo, eu não estou justificado a crer que (não sei que) tenho duas mãos diante dos meus olhos agora.



Com base nesse argumento é correto afirmar que ele

Segundo Latour (2020), no livro Diante de Gaia: Oito conferências diante na natureza no Antropoceno termos como: novo regime climático, grande aceleração e pontos de inflexão estão sendo discutidos no meio científico. Ao que tudo indica, já podemos nos considerar habitando a época geológica do Antropoceno. Em relação ao tema:


1. Batizar uma época geológica de Antropoceno significa reconhecer que a força mais importante a moldar a terra é ação humana sobre o globo, ação que já pode ser considerada equivalente a um evento geológico, pois produziu mudanças sem ponto de retorno. Mudanças na sedimentação dos rios pela construção de barragens, mudança na acidez dos oceanos, introdução no ambiente de produtos químicos até então inexistentes, radiação artificial, extinções abruptas de espécies e construções humanas espalhadas pelo planeta em escala global.

2. Latour (2020) nos alerta que vivemos em modo de negação diante das mudanças climáticas, da acidificação dos oceanos, devastação de áreas naturais por meio do desmatamento e queimadas, extinção em massa de espécies que mal tivemos tempo de conhecer. Há por um lado a tomada de consciência do problema, por outro, um movimento de negação. O autor chama isso de "loucura da denegação". Vivemos nossas vidas como se as questões ambientais não fossem problema nosso, como se estivéssemos desacoplados desse planeta e esse fosse um problema das novas gerações.

3. Chamar nossa época se Antropoceno implicaria que ainda estamos no Período Quaternário, tendo saído do Holoceno e ingressado no Antropoceno. Ainda não sabemos se o limite temporal oficial do Antropoceno será no início da era industrial ou nas primeiras explosões atômicas em 1945 pelos sinais de radioatividade artificial.

O que o Antropoceno põe em cheque, justamente, é a própria noção de anthropos, de um sujeito universal (espécie, mas também classe ou multidão) capaz de agir como um só povo. A situação propriamente etnopolítica do “humano” como multiplicidade intensiva e extensiva de povos deve ser reconhecida como implicada diretamente na crise do Antropoceno. Se não existe um interesse universal humano positivo, é porque existe uma diversidade de alinhamentos políticos dos diversos povos ou “culturas” mundiais com muitos outros actantes e povos não humanos (formando o que Latour chama de “coletivos”) contra os autointitulados porta-vozes do Universal. (DANOWSKI; CASTRO, 2014, p. 121, grifos dos autores)


DANOWSKI, D.; CASTRO, E. V. Humanos e terranos na terra de Gaia.

In: Há mundo por vir? - ensaio sobre os medos e os fins. Florianópolis: Cultura e Barbárie, 2014.


De acordo com o texto, 

Fiquei sem respiração. Nunca, antes desses últimos dias, tinha pressentido o que queria dizer “existir”. Era como os outros, como os que passeiam à beira-mar com suas roupas de primavera. Dizia como eles: o mar é verde; aquele ponto branco lá no alto é uma gaivota, mas eu não sentia que aquilo existisse, que a gaivota fosse uma “gaivota existente”; comumente a existência se esconde. Está presente, à nossa volta, em nós, ela somos nós, não podemos dizer duas palavras sem mencioná-la, e afinal não a tocamos. [...] Se me tivessem perguntado o que era a existência, teria respondido de boa-fé que não era nada, apenas uma forma vazia que vinha se juntar às coisas exteriormente, sem modificar em nada sua natureza. E depois foi isto: de repente, ali estava, claro como o dia: a existência subitamente se revelara. Perdera seu aspecto inofensivo de categoria abstrata: era a própria massa das coisas, aquela raiz estava sovada em existência. Ou antes, a raiz, as grades do jardim, o banco, a relva rala do gramado, tudo se desvanecera; a diversidade das coisas, sua individualidade, eram apenas uma aparência, um verniz. Esse verniz se dissolvera, restavam massas monstruosas e moles, em desordem - nuas, de uma nudez apavorante e obscena. (SARTRE, 2007, p. 163)

SARTRE, J.-P. A náusea. In: MARCONDES, D. (Org.).

Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.


Com base no trecho citado, ao experimentar a náusea, o filósofo compreende que a