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O que seria mais monstruoso do que afirmar que as coisas se tornariam melhores ao perderem todo o Bem? Por isso, se privadas de todo o Bem, deixariam totalmente de existir. Portanto, enquanto existem, são boas. Portanto, todas as coisas que existem são boas, e o Mal que eu procurava não é uma substância, pois se fosse substância seria um bem. Na verdade, ou seria uma substância incorruptível e então seria um grande bem, ou seria corruptível e, neste caso, a menos que fosse boa, não poderia se corromper. Percebi, portanto, e isto pareceu-me evidente, que criastes todas as coisas boas e não existe nenhuma substância que Vós não criastes.

Tu poderias me perguntar então: se a vontade afasta-se do Bem imutável em direção a um Bem mutável, de onde provém esse impulso de mudar? É claro que essa mudança é má, mesmo que o livre-arbítrio, sem o qual não se pode viver, deva ser incluído entre aquilo que é bom. (AGOSTINHO, 2011, p. 63)


AGOSTINHO. Confissões. In: MARCONDES, D. (Org.).

Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.


Com base na leitura desse fragmento de texto, para Agostinho, 

Nós também definíamos a moralidade por essa adesão a si, e é por isso que dizemos que o homem não pode positivamente optar entre a negação e a assunção de sua liberdade, pois uma vez que ele opta, assume; ele não pode querer positivamente não ser livre, pois uma tal vontade se destruiria a si mesma. Ocorre apenas que, à diferença de Kant, o homem não nos aparece como sendo essencialmente uma vontade positiva: ao contrário, ele se define primeiramente como negatividade; ele está primeiramente à distância de si mesmo, ele só pode coincidir consigo se aceitar não reunir-se jamais a si mesmo. (BEAUVOIR, 2005, p. 33) 


BEAUVOIR, S. Por uma moral da ambiguidade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.


Com base na leitura do texto, é correto afirmar que 

[...] alguns autores reservam o termo “falácia” para os argumentos inválidos que parecem válidos. [...] são as falácias que são particularmente perigosas. Os argumentos cuja invalidade é evidente não são enganadores e, se todos os argumentos inválidos fossem assim, não seria necessário estudar lógica para saber evitar erros de argumentação. (MURCHO, 2015, p. 10-11)


MURCHO, D. O lugar da lógica na filosofia. Corroios (PT): Plátano, 2015.


Com base no texto, é correto afirmar que SE 

“Às vezes, na busca de entender a natureza, o cientista fica em dúvida e não consegue decidir qual de dois ou mais acontecimentos deve atribuir ou designar como a causa da natureza investigada. Nessas circunstâncias, os experimentos cruciais revelam que um dos acontecimentos é indissociável da natureza investigada, enquanto o outro é descontínuo e ocasional.”

Bacon, Francis. Novo Órganon. São Paulo: EDIPRO, 2014. p.166. (Adaptado).

Para distinguir quais acontecimentos são ou não são causas determinantes de um fenômeno da natureza, o investigador pode realizar um experimento crucial, no qual 
Uma professora de Filosofia, em aula no 3º ano do Ensino Médio está trabalhando com seus estudantes o desenvolvimento argumentativo. Como atividade, propõe a seguinte pergunta: “O ChatGPT pensa?” Após apresentar respostas geradas pela própria ferramenta, os estudantes se dividem: alguns afirmam que a inteligência artificial apenas simula pensamento; outros acreditam que, com o tempo, poderá desenvolver consciência. A professora então propõe que os estudantes analisem os argumentos por trás dessas opiniões à luz de teorias da filosofia da mente, como o dualismo cartesiano, o funcionalismo e a ideia de inteligência artificial fraca e forte.
Considerando a atividade já realizada pela professora, qual das seguintes estratégias de aprendizagem é a mais adequada para fomentar o pensamento crítico dos estudantes e aprofundar esse aprendizado?