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Durante uma aula de Filosofia, o professor apresenta aos estudantes a afirmação “Penso, logo existo”, de René Descartes, explicando seu papel na fundação do racionalismo moderno. Para aprofundar o conteúdo, propõe aos estudantes uma discussão aberta sobre a ideia de se a Inteligência Artificial (ChatGPT) pode “pensar" e afirmar sua "existência” em termos cartesianos.
Considerando a situação apresentada, qual objetivo educativo orienta a atividade proposta pelo docente ao relacionar a IA com a afirmação cartesiana?
Em a Crítica da Razão Pura, Immanuel Kant aponta que: “Não se pode duvidar de que todos os nossos conhecimentos começam com a experiência, porque, com efeito, como haveria de exercitar-se a faculdade de se conhecer se não fosse pelos objetos que, excitando os nossos sentidos, de uma parte, produzem por si mesmos representações, e, de outra parte, impulsionam a nossa inteligência a compará-los entre si, a reuni-los ou separá- -los, e deste modo à elaboração da matéria informe das impressões sensíveis para esse conhecimento das coisas que se denomina experiência? (1999. Adaptado).

Para Kant, embora todos os conhecimentos comecem com a experiência,
A noção de causalidade, ou seja, a crença na existência de um princípio causal que relaciona os fenômenos naturais, constituindo-se em uma lei universal, explicando a própria racionalidade do real em termos da relação causa-efeito, e estabelecendo assim um nexo, um elo causal entre tudo o que acontece, é um pressuposto filosófico que remonta aos filósofos pré-socráticos. Entretanto, Hume questiona a realidade objetiva desse princípio causal.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Ressalta Danilo Marcondes que, no clássico exemplo das bolas de bilhar, Hume argumenta que
Como apontam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins: “O filósofo inglês John Locke elaborou sua teoria do conhecimento na obra Ensaio sobre o entendimento humano, que tem por objetivo saber qual é a essência, qual é a origem, qual é o alcance do conhecimento humano” (2009. Adaptado).

De acordo com Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins, o conhecimento, para Locke,
A racionalidade como propriedade da razão pode se constituir de diversas formas, em que se constata a contraposição entre razão instrumental e razão dialética. Com o intuito de descortinar o pensamento da modernidade, investiga-se "as duas pilastras que sustentam o pensamento filosófico da modernidade: o sistema ético-filosófico kantiano e a filosofia especulativa de Hegel.
GUERRA, Y. A instrumentalidade do Serviço Social São Paulo: Cortez, 2022. Texto Adaptado.

No que se refere à instrumentalidade da razão e suas consequências para a sociedade contemporânea, é possível afirmar que: