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Na sessão clínica do seu hospital é apresentado o caso de um
homem de 63 anos com disfagia progressiva há cinco meses.
Inicialmente, ele apresentava dificuldade para deglutir carnes e
pães, evoluindo posteriormente para dificuldade com alimentos
pastosos e, nas últimas semanas, até mesmo com líquidos. Refere
perda ponderal de 15 kg nos últimos seis meses, anorexia, fadiga
progressiva e episódios ocasionais de dor retroesternal não
relacionada ao esforço. Relata tabagismo de 50 maços-ano e
etilismo pesado desde a juventude. Nega hematêmese.
Ao exame físico está emagrecido, com índice de massa corporal
de 18 kg/m², mucosas hipocoradas (+/4+) e discreta atrofia
muscular. Não há linfonodomegalias cervicais palpáveis. Tem
auscultas pulmonar e cardíaca normais. O abdome não apresenta
alterações.
Uma endoscopia digestiva alta evidencia lesão vegetante e
ulcerada localizada no terço médio do esôfago, causando redução
luminal
significativa.
A biópsia demonstra carcinoma
espinocelular moderadamente diferenciado.
O estadiamento prossegue com tomografia computadorizada de
tórax e abdome, que não demonstra metástases à distância. A
ecoendoscopia identifica invasão da camada muscular própria e
da adventícia, sem invasão de estruturas adjacentes. Observam
se três linfonodos periesofágicos suspeitos, confirmando doença
regional linfonodal.
O paciente apresenta bom desempenho funcional (ECOG 0) e
avaliação cardiopulmonar favorável para tratamento multimodal.
Diante desse caso clínico, a conduta mais apropriada é
No seu Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo dá entrada um
homem de 67 anos, ex-tabagista, 40 maços-ano, que se queixa de
epigastralgia moderada há aproximadamente seis meses,
associada a plenitude pós-prandial precoce, anorexia progressiva
e perda ponderal de 12 kg nesse período. Relata episódios
ocasionais de náuseas e dois episódios recentes de melena. Nega
hematêmese. Refere fadiga progressiva e redução importante da
capacidade funcional. Possui história de gastrite crônica
associada ao Helicobacter pylori, tratada há vários anos.
Quando do exame físico, encontra-se emagrecido, hipocorado
(++/4+), com índice de massa corporal de 19 kg/m². Apresenta
discreta dor à palpação profunda do epigástrio, sem sinais de
irritação peritoneal. Observa-se linfonodo supraclavicular
esquerdo
endurecido,
indolor
e
móvel,
medindo
aproximadamente 2 cm. Não há evidência de ascite.
Os exames laboratoriais mostram: hemoglobina de 8,9 g/dL com
padrão de anemia ferropriva. A endoscopia digestiva alta
evidencia lesão ulceroinfiltrativa localizada na pequena curvatura
do antro gástrico, medindo aproximadamente 5 cm. As biópsias
confirmam
adenocarcinoma
gástrico
moderadamente
diferenciado.
Uma tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve não
demonstra metástases hepáticas, pulmonares ou peritoneais
evidentes. Diante da presença do linfonodo supraclavicular, foi
realizada punção aspirativa guiada por ultrassonografia, que
confirma infiltração metastática por adenocarcinoma gástrico.
Considerando os princípios de estadiamento e tratamento
recomendados, a conduta mais apropriada será
Um homem de 68 anos apresenta melanoma mucoso de
cavidade nasal tratado com ressecção completa associada a
esvaziamento cervical terapêutico. O anatomopatológico
demonstra três linfonodos metastáticos de 1 a 2 cm, todos no
mesmo lado do pescoço, sem doença residual macroscópica.
O cirurgião indicou radioterapia pós-operatória, pois
Uma mulher de 63 anos apresenta melanoma mucoso da
cavidade oral classificado
como T3N0, considerado completamente ressecável. Foi submetida à ressecção cirúrgica
com margens livres e não há evidências de doença linfonodal.
De acordo com o algotirmo da National Comprehensive Cancer
Network mais recente, a recomendação a ser feita
posteriormente é