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Mircea Eliade, em sua obra “Imagens e Símbolos: ensaios sobre o simbolismo mágico-religioso” (1952), propõe uma fundamentação teórico-metodológica para o estudo dos símbolos e imagens arquetípicas, contrapondo-se, explícita ou implicitamente, tanto ao positivismo evolucionista quanto às abordagens que reduzem o simbolismo a meros produtos do inconsciente individual ou a epifenômenos históricos. Considerando os fundamentos epistemológicos apresentados pelo autor, analise atentamente os excertos extraídos da referida obra e, em seguida, responda à questão.
“O pensamento simbólico não é domínio exclusivo da criança, do poeta ou do desequilibrado: ele é consubstancial ao ser humano: precede a linguagem e a razão discursiva. O símbolo revela certos aspectos da realidade — os mais profundos — que desafiam qualquer outro meio de conhecimento. As imagens, os símbolos, os mitos, não são criações irresponsáveis da psiqué; eles respondem a uma necessidade e preenchem uma função: pôr a nu as mais secretas modalidades do ser. Por conseguinte o seu estudo permite-nos conhecer melhor o homem, ‘o homem sem mais’, aquele que ainda não transigiu com as condições da história.” (p. 13).
“Não se deve encarar este simbolismo do Centro com as suas implicações geométricas do espírito científico ocidental. Para cada um destes microcosmos podem existir vários ‘centros’. Como não tardaremos a ver, todas as civilizações orientais — Mesopotâmia, Índia, China, etc. — conhecem um número ilimitado de ‘Centros’. Melhor ainda: cada um destes ‘Centros’ é considerado e mesmo designado literalmente por ‘Centro do Mundo’. Como se trata de um espaço sagrado, que é dado por uma hierofania ou construído ritualmente, e não de um espaço profano, homogéneo, geométrico, a pluralidade dos ‘Centros da Terra’ no interior de uma só região habitada não oferece qualquer dificuldade. Estamos em presença de uma geografia sagrada e mítica, a única efetivamente real e não de uma geografia profana, ‘objetiva’, de certo modo abstrata e não essencial, construção teórica de um espaço e de um mundo que não se habita e que, portanto, não se conhece.” (p. 39).
“O que distingue o historiador das religiões de um historiador sem mais, é que ele lida com fatos que, se bem que históricos, revelam um comportamento que ultrapassa de longe os comportamentos históricos do ser humano. Se é verdade que o homem se encontra sempre ‘em situação’, esta situação nem por isso é sempre histórica, ou seja, condicionada unicamente pelo momento histórico contemporâneo. O homem integral conhece outras situações além da sua condição histórica; conhece, por exemplo, o estado onírico, ou de sonho acordado, ou de melancolia e de desprendimento, ou de beatitude estética, ou de evasão, etc. — e todos estes estados não são ‘históricos’, se bem que sejam também autênticos e tão importantes para a existência humana como a sua situação histórica.” (p. 32-33). 
Considerando a defesa eliadiana da autonomia e da perenidade do simbolismo, bem como sua crítica ao historicismo redutor e ao positivismo, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
Nas análises acerca da consolidação da tradição marxista no Serviço Social, compreende-se que a razão instrumental foi substituída por uma nova, segundo a qual “os processos sociais podem ser reconstruídos, racionalmente, pelos sujeitos, transcendendo e desvendando sua aparência a partir de múltiplas determinações. Busca-se captar o real a partir do ponto de vista da totalidade e da historicidade, bem como afirmar o caráter histórico e criador da práxis humana”. Como é denominada essa nova razão? 

Na filosofia medieval, a chamada querela dos universais opôs pensadores como Tomás de Aquino e Guilherme de Ockham. O debate girou em torno do estatuto dos universais, isto é, dos conceitos gerais, e das divergências entre as posições nominalista e realista.


De acordo com Guilherme de Ockham, os universais são 

No período moderno, diferentes filósofos divergiram quanto ao número e à natureza das substâncias, isto é, das realidades consideradas fundamentais para explicar tudo o que existe. 


Assinale a opção que identifica corretamente um filósofo dualista e sua posição. 

Sobre algumas obras que são importantes para a discussão ontológica na filosofia ocidental, podemos elencar as seguintes:


I – Crítica da Razão Pura, de Immanuel Kant.

II – Metafísica, de Aristóteles.

III – Ser e Tempo, de Martin Heidegger.

IV – O Ser e o Nada, de Jean-Paul Sartre.

V – O Justo, de Paul Ricoeur.


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