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O quadril, formado pela cabeça do fêmur e acetábulo, é crucial para sustentação e locomoção. Lesões ortopédicas do quadril são comuns em adultos e idosos, frequentemente causadas por traumas que geram dor, rigidez e dificuldade de movimento. A nomenclatura para sintomas que aparecem na região lateral do quadril é a síndrome da dor trocantérica. Esta inclui sintomas de dor peritrocantérica, tendinopatia do glúteo médio/mínimo e bursite trocantérica. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito da bursite trocantérica e assinale a alternativa correta.

I. A bursite é a inflamação da bursa, estrutura com membrana sinovial perto de proeminências ósseas, articulações, tendões e ligamentos. Sua função é reduzir atrito, evitar desgaste e facilitar movimentos, sendo crucial na biomecânica articular. Existem muitas bursas no corpo, com algumas bursites, como a trocantérica, sendo mais comuns em mulheres entre 40 e 60 anos, embora ocorra em todas as idades. Além disso, em jovens, pode surgir por estilo de vida ou atividade física.
II. O diagnóstico assertivo da bursite do quadril requer combinação de história clínica detalhada e exame físico. Dor na região lateral do quadril que piora à palpação e limitação da abdução são sintomas comuns. A investigação dos hábitos do paciente é crucial para identificar as causas. Entretanto, caso os sinais e sintomas levem à dúvida diagnóstica, o médico poderá solicitar exames complementares para descartar outras causas de dor no quadril. A ultrassonografia pode auxiliar na identificação da inflamação da bursa, e a ressonância magnética é o exame mais preciso para avaliar a bursa e diferenciar de outras patologias, como tendinites.
III. A avaliação fisioterapêutica é crucial para identificar alterações biomecânicas que causam recidiva da bursite. Avaliar o paciente estática e dinamicamente (postura, assimetria, padrões motores, compensações musculares, marcha) direciona a reabilitação. E, a orientação do paciente é vital. Para evitar a recidiva, deve-se minimizar impactos laterais no quadril com superfícies macias, evitar deitar-se no lado afetado inicialmente, movimentos repetitivos e manter um peso saudável.
IV. O tratamento não medicamentoso inicial foca na redução da inflamação e dor. O uso da crioterapia no local por 20 minutos (mínimo três vezes ao dia) e a aplicação do laser de baixa intensidade são recursos que podem ser utilizados. Além disso, a redução da atividade física pode acelerar o controle inflamatório e a dor. E, a liberação miofascial pode ser usada em casos de aumento da tensão muscular local, evitando compressão direta na bursa.
V. Exercícios para fortalecimento muscular do quadril e melhora da flexibilidade devem ser introduzidos à medida que o paciente relata melhora do quadro de dor. Para isso, são alguns dos exercícios recomendados: exercícios de elevação de quadril (ponte), elevação de quadril com perna elevada para fortalecimento glúteo (a orientação deve ser de associar a contração abdominal durante o movimento), agachamento (ter cuidado para o joelho não ultrapassar a linha da ponta do pé para evitar sobrecarga nessa articulação), exercícios para fortalecimento de abdutores de quadril, além de alongamentos. E, com a progressão do tratamento e melhora dos sinais e sintomas, exercícios de propriocepção em superfícies instáveis podem ser associados. Por fim, para a última fase do processo de recuperação serão priorizados exercícios funcionais para simular atividades do dia a dia, como subir e descer escadas.
A estrutura do complexo do ombro permite a mobilidade dos membros superiores. Como resultado, a mão pode ser colocada em quase todos os lugares dentro de uma esfera de movimento, sendo limitada principalmente pelo comprimento do braço e pelo espaço ocupado pelo corpo. A mecânica combinada das três articulações sinoviais e das duas articulações funcionais, juntamente com os inúmeros músculos que compreendem o complexo do ombro interagem para proporcionar e controlar a mobilidade. Ao estabelecer um programa de exercícios terapêuticos para tratar comprometimentos da função na região do ombro, como em qualquer outra região do corpo, as características anatômicas e cinesiológicas particulares precisam ser levadas em consideração, assim como o estado da patologia e as limitações funcionais impostas pelos comprometimentos. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta com relação a patologia que pode gerar restrições de mobilidade na articulação glenoumeral: ombro congelado idiopático.
Por ser uma doença osteoarticular degenerativa, a osteoartrite se caracteriza pela perda progressiva da cartilagem articular acompanhada de neoformação óssea periarticular. Acomete indivíduos de ambos os sexos, tendo uma maior prevalência entre as mulheres, a partir dos 45 anos. Além disso, o peso e a idade são agravantes desta afecção. Pode ser classificada como primária, de causa desconhecida, fatores hereditários podem estar envolvidos, e acomete principalmente as mulheres no período da menopausa; e, secundária, pode estar relacionada com traumas, fraturas, doenças inflamatórias e doenças hematológicas, além de que grande parte dos indivíduos acima de 70 anos apresentam sinais e sintomas da doença. A respeito das características clínicas da osteoartrite, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Dor: é um dos sintomas mais importantes, com a evolução do processo patológico, ela aparece com o uso mínimo e até mesmo ao repouso.
( ) Rigidez: perdura por um período de 30 minutos nas últimas horas do dia, é agravada por movimento, e o acometimento de grandes e pequenas articulações não causa incapacidade.
( ) Função reduzida: altera-se em decorrência da dor, da perda de amplitude de movimento e da força muscular.
( ) Estabilidade articular: acontece pela perda de congruência da cartilagem.
( ) Ganho da mobilidade: ocorre devido à degeneração da cartilagem, aos espasmos musculares secundários à dor e fraqueza muscular pelo desuso da articulação, como reação protetora decorrente do quadro doloroso.
( ) Atrofia muscular: os músculos podem tornar-se atróficos ou hipotônicos.
( ) Deformidades: ocorre por um alinhamento defeituoso da articulação.
( ) Edema: ocorre em períodos de agudização.
O fisioterapeuta precisa trabalhar em conjunto com toda a equipe multi e interdisciplinar para haver um bom resultado na reabilitação do paciente amputado de membros inferiores (MMII). A reabilitação deve ser iniciada o mais cedo possível, com uma equipe coesa de profissionais de saúde, para garantir o sucesso funcional e psicológico do paciente amputado. Além disso, o fisioterapeuta atua em todas as etapas, da pré-cirurgia à independência protética. Assim, a orientação pré-cirúrgica e a conduta fisioterapêutica pós-operatória são cruciais para a preparação do coto, prevenção de complicações e promoção da independência. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta a respeito da conduta fisioterapêutica pós-operatória nas amputações de membros inferiores.
A compressão e/ou lesão dos nervos do sistema nervoso periférico pode ocorrer em qualquer parte do seu trajeto, desde as raízes nervosas até sua terminação nos tecidos do tronco e dos membros. À medida que cada nervo sai do forame intervertebral e dirige-se a seu destino periférico, há locais que aumentam sua suscetibilidade à tensão ou à compressão. Os sintomas e sinais de comprometimento nervoso são alterações ou perdas sensoriais e fraqueza motora na distribuição das fibras nervosas envolvidas. Como os nervos são compostos de tecido conjuntivo inervado e vasos sanguíneos situados em torno dos axônios, dor isquêmica ou dor por tensão também podem ocorrer quando esses tecidos são tensionados. Portanto, conhecer o mecanismo de lesão e os sinais e sintomas clínicos ajuda o profissional a determinar o resultado potencial do paciente e a desenvolver um plano de cuidados. Assim sendo, leia a descrição a seguir e assinale a alternativa que apresenta o nome do nervo periférico do quadrante inferior descrito: “Forma-se das três divisões posteriores do plexo lombar. Ele emerge da borda lateral do músculo psoas, superior ao ligamento inguinal, e desce por baixo do ligamento até o triângulo femoral, lateral à artéria femoral, para inervar o grupo muscular sartório e quadríceps. O músculo iliopsoas é suprido superiormente ao ligamento. O nervo pode apresentar lesões decorrentes de trauma, como fraturas da pelve ou da região superior do fêmur, durante a redução de luxação congênita do quadril ou em consequência da pressão durante um parto com fórceps, resultando em fraqueza na flexão do quadril e em perda de extensão do joelho. Os sintomas podem ocorrer em razão da presença de neurite no diabetes melito.”