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Leia os dois textos abaixo:
Texto I
Se considerasse somente a força e o efeito que dela resulta, diria: quando um povo é obrigado a obedecer e o faz, age acertadamente; assim que pode sacudir esse jugo e o faz, age melhor ainda, porque, recuperando a liberdade pelo mesmo direito por que lha [sic] arrebataram, ou tem ele o direito de retomá-la ou não o tinham de subtraí-la. A ordem social, porém, é um direito sagrado que serve de base para todos os outros. Tal direito, no entanto, não se origina da natureza: funda-se, portanto, em convenções.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Coleção Os Pensadores). p. 53-54.
Texto II
Para bem compreender o poder político e derivá-lo de sua origem, devemos considerar em que estado todos os homens se acham naturalmente, sendo este um estado de perfeita liberdade para ordenar-lhes as ações e regular-lhes as posses e as pessoas conforme acharem conveniente, dentro dos limites da lei da natureza, sem pedir permissão ou depender da vontade de qualquer outro homem.
(LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo. 3. Ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. [Coleção os Pensadores]. p. 35.)
Com base nos textos apresentados e nos fundamentos teóricos de seus autores, assinale a alternativa correta.
Texto I
Se considerasse somente a força e o efeito que dela resulta, diria: quando um povo é obrigado a obedecer e o faz, age acertadamente; assim que pode sacudir esse jugo e o faz, age melhor ainda, porque, recuperando a liberdade pelo mesmo direito por que lha [sic] arrebataram, ou tem ele o direito de retomá-la ou não o tinham de subtraí-la. A ordem social, porém, é um direito sagrado que serve de base para todos os outros. Tal direito, no entanto, não se origina da natureza: funda-se, portanto, em convenções.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Coleção Os Pensadores). p. 53-54.
Texto II
Para bem compreender o poder político e derivá-lo de sua origem, devemos considerar em que estado todos os homens se acham naturalmente, sendo este um estado de perfeita liberdade para ordenar-lhes as ações e regular-lhes as posses e as pessoas conforme acharem conveniente, dentro dos limites da lei da natureza, sem pedir permissão ou depender da vontade de qualquer outro homem.
(LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo. 3. Ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. [Coleção os Pensadores]. p. 35.)
Com base nos textos apresentados e nos fundamentos teóricos de seus autores, assinale a alternativa correta.
A articulação entre a investigação antropológica filosófica
e os fundamentos da política moderna expõe tensões
entre natureza humana, sociedade e liberdade. Com
base nessas relações, assinale a alternativa correta.
Concurso:
Consórcio do Trairí - RN
Disciplina:
Filosofia
John Locke teoricamente demoliu o caráter intocável do Estado, explicando-o como produto de um
“contrato social” entre homens para o progresso e para o desenvolvimento. “Mas, se o estado natural não é
o inferno de Hobbes, se nele reinam tanta gentileza e benevolência, mal compreendemos por que os
homens, gozando de tantas vantagens, dele se despojaram voluntariamente. Sim, diz-nos em substância
Locke, respondendo à objeção, os homens estavam bem, no estado de natureza; entretanto, achavam-se
expostos a certos inconvenientes que, acima de tudo, ameaçavam agravar-se. E, se preferiram o estado da
sociedade, foi para ficarem melhor.” CHEVALIER, Jean-Jacques. As Grandes Obras Políticas de Maquiavel a Nossos Dias,
p.109.
Dadas as informações constantes no texto acima descrito, é correto afirmar que:
Dadas as informações constantes no texto acima descrito, é correto afirmar que:
No século XVIII, vários filósofos europeus refletiram sobre
o fundamento do poder dos reis e da aristocracia. Entre eles,
se destaca Jean-Jacques Rousseau, para quem a organização
social deveria abolir as leis que estabeleciam privilégios
para alguns em detrimento de outros, uma vez que todos os
homens, segundo ele, nasciam naturalmente iguais. Considerando
as concepções políticas de Rousseau, pode-se afirmar
que:
Jean-Jacques Rousseau publicou em 1755 o Discurso sobre a
origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Em
dedicatória aos governantes de Genebra, afirma:
Eu quisera nascer num país em que o soberano e o povo só pudessem ter um único e mesmo interesse, a fim de que todos os movimentos da máquina tendessem sempre unicamente à felicidade comum; como isso só poderia ser feito se o povo e o soberano fossem a mesma pessoa, resulta que eu quisera nascer sob um governo democrático, sabiamente moderado.
Eu quisera viver e morrer livre, isto é, de tal modo submetido às leis que nem eu nem ninguém pudesse sacudir o honroso jugo, esse jugo salutar e doce, que as cabeças mais altivas carregam tanto mais docilmente quanto são feitas para não carregar nenhum outro.
Eu quisera, pois, que ninguém, no Estado, pudesse dizer-se acima da lei, e que ninguém, fora dele, pudesse impor alguma que o Estado fosse obrigado a reconhecer; de fato, qualquer que possa ser a constituição de um governo, se neste se encontra um só homem que não esteja submetido à lei, todos os outros ficam necessariamente à discrição deste último (...)
(www.culturabrasil.org)
Com base no trecho, pode-se afirmar que
Eu quisera nascer num país em que o soberano e o povo só pudessem ter um único e mesmo interesse, a fim de que todos os movimentos da máquina tendessem sempre unicamente à felicidade comum; como isso só poderia ser feito se o povo e o soberano fossem a mesma pessoa, resulta que eu quisera nascer sob um governo democrático, sabiamente moderado.
Eu quisera viver e morrer livre, isto é, de tal modo submetido às leis que nem eu nem ninguém pudesse sacudir o honroso jugo, esse jugo salutar e doce, que as cabeças mais altivas carregam tanto mais docilmente quanto são feitas para não carregar nenhum outro.
Eu quisera, pois, que ninguém, no Estado, pudesse dizer-se acima da lei, e que ninguém, fora dele, pudesse impor alguma que o Estado fosse obrigado a reconhecer; de fato, qualquer que possa ser a constituição de um governo, se neste se encontra um só homem que não esteja submetido à lei, todos os outros ficam necessariamente à discrição deste último (...)
(www.culturabrasil.org)
Com base no trecho, pode-se afirmar que