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Entendemos educação como prática social humanizadora, intencional, cuja finalidade é transmitir a cultura construída historicamente pela humanidade.


O homem não nasce humanizado, mas torna-se humano por seu pertencimento ao mundo histórico-social e pela incorporação desse mundo em si mesmo, processo este para o qual concorre a educação. A historicidade e a sociabilidade são constitutivas do ser humano; a educação é, nesse processo, determinada e determinante.


Fonte: Psicol. Esc. Educ. vol.12 no.2 Campinas Dec. 2008 Mitsuko Aparecida Makino Antunes


Sobre o indivíduo e seu meio marque a resposta correta:

No trabalho da psicologia, nos distintos campos de atuação, frente às relações de gênero

Nas relações entre a orientação sexual e a identidade de gênero, entende-se que

De acordo com os Cadernos de Psicologia(INCA, 2014), em seu Capítulo 3 – “Câncer de mama: os impactos subjetivos causados pela mastectomia e o lugar da palavra”, a mastectomia, tratamento cirúrgico de retirada da mama, vai além de uma mera perda de uma parte do corpo, uma vez que está culturalmente associada a diversos simbolismos. Com base nessa reflexão, analise as seguintes assertivas.
I. Para além do impacto advindo do diagnóstico, que traz à tona a possibilidade de morte, parece presentificar uma ameaça à preservação do corpo da mulher, ao pôr em xeque a sexualidade, a maternidade e a feminilidade.
II. A alteração vivida no corpo parece refletir perdas em outras áreas da vida, uma vez que é por meio dele que nos constituímos, estabelecemos laços e ocupamos lugares e funções.
III. A distorção da imagem compromete o prognóstico e a saúde mental, resultando no abandono do tratamento total.
IV. Mesmo diante de um tratamento tão radical, a simbolização é preservada e o sujeito consegue ancorar as certezas e elaborar o trauma.
Estão INCORRETAS

Na 4º série, eu voltava da escola andando e, um dia, algum amigo de meu pai me viu na rua segurandomeu material escolar contra o peito, com os dois braços cruzados à frente. Quando meu pai chegou emcasa, conversou comigo em tom de preocupação e um pouco de raiva ou impaciência. “Meninas”andavam daquele jeito. Não entendi. Eu não sabia o que eu tinha feito de errado (e quantos anos sepassariam até eu aventar a possibilidade de não haver nada errado da minha parte). Me achava tãocuidadoso por carregar meu material no colo, para que nada caísse no chão e se sujasse. Cada vezmais fui ouvindo coisas parecidas na escola. Nessa época, aprendi o que significava chamar um homemde “viado” ou “bicha” e foi assim que fui apresentado à tragédia da homossexualidade. O importante,para mim, era passar desapercebido, conseguir que ninguém me notasse, porque eu chamava aatenção pelos motivos errados. A fraternidade masculina de que tanto se fala, de que tanto se vangloriao patriarcado, é uma relíquia entregue apenas aos homens cujo comportamento corresponde a umamasculinidade de rigidez brutal (CRUZ, 2018, p. 80).


(CRUZ, Felipe. Você nunca fez nada errado. São Paulo: Monomito Editorial, 2018)



O excerto acima foi retirado do livro Você nunca fez nada errado, do escritor paraense Felipe Cruz.Nesta obra suas reflexões apontam para as discriminações vivenciadas em uma sociedade patriarcal ecisheteronormativa. Levando-se em conta o compromisso da psicologia no enfrentamento àsdiscriminações de gênero, considere as afirmativas abaixo:


I. A orientação sexual não pode ser reduzida às variáveis biológicas e nem às indicações de algumasteorias psicológicas e pedagógicas, que induzem à conclusão de que esta seja natural e universal.


II. A reprodução sexual e do trabalho expressam-se nas relações de gênero. Assim, estabelecem as“diretrizes” das relações entre os homens e entre as mulheres, que, nas sociedades contemporâneas,propiciam o estabelecimento de relações assimétricas e desiguais.


III. Não há uma subjetividade, personalidade ou comportamento que seja isolado do contexto social.


IV. A(o) psicóloga(o) deve atuar de forma ativa na eliminação das violências, discriminações, opressões,dentre outras, indicando nitidamente que a postura ética da(do) profissional frente às LGBTFobias e aospreconceitos também muito atuantes na sociedade brasileira — como o racismo e o machismo —implica numa atitude ético-política de interdição, impedimento, bem como prevenção e intervençõeseducativas, na perspectiva de mudar concepções e preconceitos.


Considerando-se as afirmativas que são condizentes com as discussões realizadas e com asorientações das Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) nos Programas e Serviços deIST/HIV/aids, é correto afirmar que: