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Uma criança de 18 meses é levada à Unidade Básica de Saúde para consulta de puericultura. A mãe refere irritabilidade, inapetência e atraso recente na aquisição da linguagem. A criança nasceu a termo, com peso adequado, não apresenta doenças crônicas conhecidas e está com calendário vacinal atualizado. Na anamnese alimentar, identifica-se desmame precoce, consumo elevado de leite de vaca integral desde os 9 meses, baixa ingestão de alimentos fonte de ferro e ausência de suplementação profilática. Ao exame físico: palidez cutâneo mucosa discreta, sem hepatoesplenomegalia. Hemograma solicitado pela equipe mostra: Hb = 9,8 g/dL; VCM = 68 fL; RDW aumentado. Qual deverá ser a conduta mais adequada para este paciente?
Uma criança de 10 anos diagnosticada com Leucemia Linfoide Aguda (LLA) e em fase de quimioterapia intensiva desenvolve febre persistente por 4 dias, não responsiva a antibióticos de amplo espectro (piparacilina/tazobactam), tosse seca e dispneia progressiva. Ela está neutropênica (contagem absoluta de neutrófilos <500/µL) há 7 dias. Uma tomografia computadorizada de tórax de alta resolução (TCAR) revela múltiplos nódulos pulmonares, alguns com o característico “sinal do halo”. A equipe médica suspeita fortemente de uma infecção fúngica pulmonar invasiva. Diante da alta suspeita clínica e radiológica de micose pulmonar invasiva em um paciente neutropênico, qual é a conduta mais apropriada a ser instituída para otimizar o prognóstico?
Uma lactente de 6 meses de idade com histórico de prematuridade (nascida com 32 semanas) e uma hospitalização prévia por bronquiolite viral aos 3 meses está em acompanhamento. Ela recebeu apenas a primeira dose da vacina contra influenza há 3 semanas. Recentemente, sua mãe foi diagnosticada com influenza A, confirmada por teste rápido, e iniciou tratamento antiviral. A lactente está afebril e assintomática, mas a família está muito apreensiva com o risco de a bebê desenvolver influenza devido ao seu histórico de vulnerabilidade. Considerando a alta probabilidade de exposição à influenza e a maior vulnerabilidade dessa lactente a complicações graves, qual é a conduta mais apropriada para prevenir a infecção nesse momento, de acordo com as diretrizes pediátricas?
Uma adolescente de 15 anos com anemia falciforme (HbSC) é acompanhada no ambulatório devido a queixas progressivas de dispneia aos esforços, fadiga acentuada e palpitações. Ela nega histórico de crises vaso-oclusivas recentes, e o controle da dor crônica está estável. Ao exame físico, apresenta desdobramento fixo de segunda bulha (P2 hiperfonético) e um sopro sistólico tricuspídeo. O ecocardiograma Doppler demonstra velocidade de regurgitação tricúspide elevada e estimativa de pressão sistólica da artéria pulmonar em 48 mmHg. Considerando as complicações pulmonares crônicas da anemia falciforme, qual é o diagnóstico que melhor se alinha com a apresentação clínica e os achados ecocardiográficos dessa paciente?
Um menino de 7 anos com diagnóstico conhecido de anemia falciforme (HbSS) é levado à emergência com febre (38,8 °C), dor torácica pleurítica intensa no hemitórax direito, tosse produtiva e dispneia súbita há aproximadamente 18 horas. Ele apresenta saturação de oxigênio de 89% em ar ambiente. A radiografia de tórax revela um novo infiltrado pulmonar em lobo médio direito, que não estava presente em um exame anterior há 2 dias. Diante desse quadro clínico agudo em um paciente com anemia falciforme, qual é o diagnóstico mais provável e a principal complicação respiratória que exige manejo imediato?