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A escravidão africana no Brasil integrou-se a um sistema atlântico de larga escala, marcado pelas viagens ultramarinas, pelo deslocamento forçado e pela reorganização compulsória da vida dos africanos no espaço colonial. Ao longo desse processo, observam-se tanto estratégias de sobrevivência, adaptação e recriação sociocultural por parte dos africanos escravizados quanto a consolidação de discursos raciais voltados à legitimação da ordem escravista. Considerando essa dinâmica histórica, assinale a alternativa que apresenta a interpretação historiograficamente mais consistente sobre a relação entre travessia atlântica, adaptação dos africanos e racismo no Brasil.
Durante o período colonial brasileiro, as rebeliões e movimentos de resistência, como a Inconfidência Mineira, tinham como principal objetivo a abolição da escravidão e a garantia de direitos civis para toda a população colonial, incluindo os escravizados.
No contexto da colonização portuguesa do Brasil, a economia açucareira impulsionou significativamente a demanda por mão de obra escravizada africana, consolidando o sistema de plantation e a centralidade do Atlântico no comércio e nas relações sociais da colônia.
A atividade mineradora no Brasil colonial promoveu uma sociedade mais urbanizada e com maior possibilidade de mobilidade social em comparação com a sociedade açucareira, embora essa estrutura permanecesse fundamentalmente hierárquica e escravista.
A produção de açúcar no Brasil colonial era organizada no sistema de plantation, caracterizado pelo tripé: latifúndio, monocultura e mão de obra assalariada, com produção voltada para o mercado interno da colônia.