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O planejamento estratégico no exercício profissional do assistente social, vem adquirindo grande importância notadamente aquele envolvido com a gestão de programas sociais. Nessa direção, o planejamento estratégico possui como ideias orientadoras:

No âmbito do Serviço Social, o planejamento deixou de ser visto como uma ferramenta puramente técnica e normativa, baseada em modelos rígidos e lineares, para ser compreendido como um processo dinâmico, político e estratégico. A complexidade da 'questão social' e a natureza contraditória das instituições exigem do assistente social uma capacidade de planejamento que considere os diferentes atores sociais, as correlações de força e a incerteza dos cenários. O Planejamento Estratégico Situacional (PES), desenvolvido por Carlos Matus, oferece subsídios importantes para essa abordagem, ao enfatizar a análise da situação e a viabilidade das ações em um contexto de disputa de projetos. Sobre a concepção de planejamento estratégico na prática do assistente social, assinale a alternativa correta.
A elaboração de projetos sociais é uma competência técnico-operativa fundamental do assistente social, permitindo que o profissional estruture propostas de intervenção fundamentadas, com objetivos claros, metas definidas, público-alvo, recursos e mecanismos de avaliação. Um projeto social, na ótica do Serviço Social, não é apenas um documento para captação de recursos, mas uma ferramenta de planejamento que articula a análise de uma determinada realidade (expressão da 'questão social') com uma proposta de ação transformadora, alinhada ao projeto ético-político. Sobre as etapas clássicas da elaboração de um projeto social, assinale a alternativa correta.
A avaliação de políticas, programas e projetos sociais é uma dimensão crucial da prática do assistente social, seja na gestão ou na execução. Para realizar uma avaliação consistente, o profissional precisa lançar mão de indicadores sociais. Os indicadores são ferramentas que permitem mensurar e qualificar aspectos da realidade social, transformando dados brutos em informações relevantes para a análise. Eles podem ser quantitativos (ex: taxa de mortalidade infantil, índice de desemprego) ou qualitativos (ex: percepção de segurança, nível de participação social). A escolha dos indicadores corretos é fundamental para o sucesso da avaliação. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.Os indicadores sociais são ferramentas essenciais para o planejamento e a avaliação, pois permitem monitorar a realidade social, medir os resultados das ações e reorientar as estratégias de intervenção.
II.Na avaliação de políticas sociais, o assistente social deve utilizar exclusivamente indicadores quantitativos, pois os indicadores qualitativos (como a percepção dos usuários) são subjetivos e cientificamente inválidos.
III.Os indicadores socioeconômicos, como renda familiar e nível de escolaridade, são irrelevantes para a prática do assistente social, que deve focar apenas nos aspectos comportamentais dos usuários.

Está correto o que se afirma em:
A gestão e a avaliação de políticas sociais são competências relevantes do assistente social, conforme a Lei de Regulamentação da Profissão (Lei nº 8.662/1993). O profissional não é apenas um executor terminal das políticas; ele possui capacidade analítica para participar de seu planejamento, formulação, gestão e avaliação. A avaliação, em particular, quando realizada sob uma ótica crítica, ultrapassa a mera mensuração de eficiência (custo-benefício) ou eficácia (atingimento de metas). Ela busca analisar o impacto social da política, sua efetividade em responder às necessidades da população e sua contribuição (ou não) para a garantia de direitos e a redução das desigualdades. Sobre a avaliação de políticas e programas sociais na ótica do Serviço Social, assinale a alternativa correta.