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Pereira (2011) trabalha o conceito de Estado pontuando que existe considerável discordância sobre a sua caracterização. Assinale a opção correta no que se refere às características de Estado para a autora. 
No modelo de governança das democracias e das repúblicas contemporâneas, existe o fenômeno sociopolítico dos governos de coalizão. Segundo Limongi e Figueiredo (2017), na coalização a iniciativa, a formulação e a proposição da agenda de governo cabem ao Poder Executivo, ao Presidente ou ao seu partido, mas com o apoio de parlamentares das casas legislativas dos outros partidos coalizados. Assim, as negociações e as concessões entre aliados são o “arroz com feijão” de governos multipartidários, seja no parlamentarismo, seja no presidencialismo.

LIMONGI, F.; FIGUEIREDO, A. C. A crise atual e o debate institucional. Novos Estudos Cebrap, v. 36, n. 3, 2017, p. 87-88

Considerando o exposto, avalie as assertivas a seguir.

I. Uma das intenções para se manter a agenda de governo com a coalização é a de assegurar que o mandato popular que emergiu das urnas se cumpra.
II. A lógica da coalização partidária para que exista governabilidade é a de emendar a agenda proposta pelo Poder Executivo junto ao Poder Judiciário.
III. O presidencialismo de coalizão caracteriza-se como um sistema no qual, para se aprovar os projetos de governo, é necessário ter maiorias parlamentares.

Estão corretas as afirmações 
A desconfiança política em excesso por parte de cidadãos que percebem as instituições democráticas como algo, pelo menos, diferente daquilo para o qual se supõe que elas tenham sido criadas (Moisés; Carneiro, 2008) é um fenômeno social que tem se manifestado de forma atual e acentuada, desconfiança que pode gerar mudanças positivas, mas que, também, pode produzir um nível de insatisfação que pode trazer prejuízos para todos que convivem nas democracias representativo-partidárias contemporâneas. No Brasil, no ano de 2024, a pesquisa A Cara da Democracia, realizada pelo Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação (IDDT-INCT) revelou que apenas 5% dos entrevistados afirmaram ter confiança nos partidos políticos, e 22% têm confiança nas Forças Armadas. Ainda, 37% dos entrevistados na pesquisa têm desconfiança do Superior Tribunal Federal (STF), e 32% têm desconfiança da Justiça Eleitoral.

MOISÉS, J. A; CARNEIRO, G.P. Democracia, desconfiança política e insatisfação com o regime: o caso do Brasil. Opinião Pública, v. 14, n. 1, p. 1-42, 2008.

Com base no exposto, avalie as afirmações a seguir.

I. Os índices elevados de desconfiança não correm o risco de se transformar em descrédito e rejeição nas instituições democráticas por parte da população.
II. A desconfiança em certas instituições da democracia significa que este regime de governo está em perigo e pode não continuar a existir pelo voto popular.
III. A qualidade da democracia pode ser posta em questão e revisão porque o descrédito dos cidadãos passa a questionar princípios do sistema democrático.
IV. O reduzido nível de confiança nos partidos políticos abala a legitimidade dessas instituições e fragiliza a participação social ampla na vida política.

É correto o que se afirma em 
Max Weber faz uma diferenciação importante entre os conceitos de poder e de dominação quando trata, em sua teoria sociológica, sobre os “tipos puros de dominação legítima” na história das sociedades. O poder é definido como a probabilidade de se impor a própria vontade numa relação social, mesmo contra resistências e isso significa, grosso modo, que a vontade de um grupo social ou indivíduo dentro de uma coletividade pode ser imposta mesmo contra a vontade de outros. Já a definição de dominação significa a probabilidade de se encontrar obediência a um mandato e tem diversos motivos (racionais-legais, de carisma pessoal ou das tradições) que fundamentam essa subordinação. De outro modo, a dominação é legítima ou legitimada quando aqueles que estão subordinados a ela reconhecem, nesse domínio exercido, razões para obedecer e concordar com o mandato social.

Com base no exposto, analise as afirmações a seguir.

I. Os Estados autoritários ou ditatoriais exercem poder sobre seus cidadãos e não propriamente uma dominação legítima nessa perspectiva weberiana.
II. O chefe de uma empresa, ao mandar que alguns funcionários, a contragosto, espionem as atividades de outros colegas, exerce essa dominação de Weber.
III. Os cidadãos de um Estado, ao obedecerem às leis e às normas do país, entendo-as como bases do convívio social, estão subordinados a um tipo de dominação.

Estão corretas as afirmativas 
“O governo ou o estado nacional que exerce seu domínio espalhando terror através de ideologias que pretendem o domínio total divide a sociedade, as pessoas e promove a dissolução da pluralidade sociocultural em um só ideal de vida coletiva, com uma só crença e um único de modo de viver. Ele elimina a liberdade individual, isola as pessoas e os grupos, produz ideologicamente os inimigos do estado e representa, assim, a dissolução do tecido social.”

Sobre o trecho anterior, assinale a alternativa correta.