TEXTO PARA A QUESTÃO.
Os graduados em redes sociais!
Roberto
Issamu Yosida
Em
tempos de conectividade total, vivenciamos um mundo de graduados em redes
baseados em informações e imagens.
Todos
têm informações, muitas sem nenhuma veracidade, variadas e aparentemente de
fácil entendimento através de animações, gráficos, representações e falas de
oradores talentosos e convincentes. Tudo muito visual e aparentemente
verdadeiro. Cheio de informações céleres.
Tem-se
a sensação do aprendizado fácil e rápido, seletivo de acordo com o desejo de
enxergar sob ótica própria, sem argumentações, pensamento crítico e o
contraditório do tema. Em geral, não há meio termo, mas polarização rasa e
binária. O aprendizado necessita reflexão, tolerância e experiência de outros.
Foi e será assim. Os autodidatas natos são espécie raríssima.
Na
pandemia, a todo momento vemos manifestações de quem é ousado e arrisca se
proclamar expert no que fala. Todos formam uma opinião baseada em sentimentos
e, muitas vezes, em desespero ou até esperança.
O
cérebro humano é deveras complexo e interessante. Pensemos no efeito
Dunning-Kruger. Explico: nosso cérebro superestima nossas capacidades, de
maneira que quanto menos sabemos sobre algo, mais cremos saber. Os que têm
capacidade moderada são os que têm consciência de sua limitação e pouca
habilidade. Os muito bons no assunto são os que subestimam suas capacidades
porque têm facilidade em executar aquela tarefa. Essa deve ser a motivação para
o aprendizado contínuo e a consciência de que “só sei que nada sei” e que
preciso melhorar.
Temos
dificuldades para entender o crescimento exponencial; parece lógico, mas não é.
A sensação é de que o crescimento é lento e temos dificuldade em enxergar a
rapidez.
Repentinamente,
temos uma série de especialistas em pandemia. Não ouso opinar depois de muitos
anos de Medicina. Deixo para os afeitos ao tema, seguramente acertarão mais do
que eu. Seria mero exercício de “achismo”.
Muitas
profissões precisam do amadurecimento e da passagem do ensinamento dos mestres.
Do caráter, do comportamento, da ética. Não somente do conhecimento técnico.
Esse pode ser adquirido nos livros e agora nos meios eletrônicos. Medicina é
uma delas. Sem médicos e sem pacientes, não há Medicina. Pode haver
diagnósticos e tratamentos robotizados, que não servirão ao ser humano. Porque
esse necessita da proximidade, que tanto nos falta nesse momento de isolamento
social. Talvez seja um dos legados desse tempo que vivemos.
*Roberto
Issamu Yosida é presidente do CRM-PR.
**Artigo
publicado no Portal Bem Paraná de 08/05/2020.
***As
opiniões emitidas nos artigos desta seção são de inteira responsabilidade de
seus autores e não expressam, necessariamente, o entendimento do CRM-PR
Disponível em
https://www.crmpr.org.br/Os-graduados-emredes-sociais-13-54031.shtml 01)
Tendo como ponto de partida os diferentes usos da vírgula,
numere a segunda coluna de acordo com a primeira e, em
seguida, assinale a alternativa correta.
1. A vírgula foi usada para separar termos que possuem a
mesma função sintática.
2. A vírgula foi usada para separar um adjunto adverbial
deslocado.
3. A vírgula foi usada para separar uma oração coordenada
sindética.
4. A vírgula foi usada para isolar uma informação intercalada.
( ) “Em tempos de conectividade total, vivenciamos um
mundo de graduados em redes baseados em informações
e imagens.”.
( ) “Todos têm informações, muitas sem nenhuma
veracidade, variadas e aparentemente de fácil
entendimento [...]”.
( ) “[...] não há meio termo, mas polarização rasa e binária.”.
( ) “O aprendizado necessita reflexão, tolerância e
experiência de outros.”