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Lucas, de 8 anos de idade, foi levado à UBS por sua mãe, devido a preocupações em relação ao comportamento do filho e possíveis impactos em seu desenvolvimento. Segundo a mãe, diariamente o filho se recusa a obedecer, tem dificuldade em aceitar limites, é respondão, discute com adultos, perde a paciência e se descontrola com facilidade. A mãe diz que tenta colocar limites, coloca-o de castigo, no entanto, Lucas culpa os outros por seus erros e não muda o seu comportamento. A mãe acha que estes comportamentos começaram por volta dos 5 anos de idade e se intensificaram nos últimos 12 meses. Na escola, o comportamento de Lucas é semelhante, e a mãe observa prejuízos no relacionamento do filho com professores e colegas. Ela mostra-se cansada, conta que cuida do filho sozinha e percebe um desgaste importante na relação entre os dois. Além disso, tem estado mais nervosa, nos últimos meses, pois está passando por situação financeira difícil, desde que ficou desempregada. Tem tido dificuldade, inclusive, para comprar alimentos. Assinale a alternativa correta. 
André, 22 anos de idade, procurou atendimento psiquiátrico por achar que tem TDAH. Durante a consulta, relata que tem percebido dificuldades crescentes na faculdade, incluindo desatenção nas aulas, e tendência à procrastinação. Relata, também, sensação constante de inquietude mental, dificuldade em organizar tarefas e compromissos mesmo com uso de aplicativos e listas. Nos últimos meses, tem se sentido mais ansioso e com mais dificuldade para finalizar tarefas e cumprir prazos. Refere uso de álcool e cocaína. Quando questionado sobre sua infância, conta que era levado, não gostava de estudar, dava trabalho para os professores e para sua mãe, que precisava acompanhar de perto os seus estudos. Apesar disso, era considerado “inteligente e criativo” e nunca foi reprovado. Considerando seus conhecimentos e o caso apresentado, assinale a alternativa correta. 
Mariana, 17 anos de idade, está em tratamento há 6 meses, com diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), preenchendo 7 dos 9 critérios do DSM-5. Ela participa de um tratamento especializado em psicoterapia (Terapia Comportamental Dialética -DBT), porém com aderência irregular e baixo aproveitamento. A psicoterapeuta relata que Mariana apresenta extrema dificuldade em focar nas sessões, seguir as tarefas de casa e generalizar o uso das habilidades aprendidas, atribuindo o insucesso a uma “falta de atenção e organização que a impede de aprender”. A paciente tem histórico de longa data de dificuldades escolares, com múltiplos relatórios mencionando “desatenção e inquietude” desde a infância, e um diagnóstico prévio de Transtorno Oposição Desafiante (TOD). Não há uso de substâncias psicoativas ou sinais de mania e hipomania no histórico da paciente. Diante do impasse terapêutico, qual é o plano de manejo mais adequado para o caso? 
Em relação ao tratamento da esquizofrenia na infância e adolescência, assinale a alternativa correta: 
Juliana, 17 anos de idade, está em Terapia Comportamental Dialética para Adolescentes (DBT-A), há 2 meses, para tratar um quadro de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Apesar da boa adesão terapêutica, os sintomas permanecem intensos. Ela relata flutuações de humor rápidas e intensas ao longo do dia, descrevendo-se como “no fundo do poço” em um momento e “paralisada” pela ansiedade horas depois. Esses estados emocionais são frequentemente acompanhados por episódios de raiva que ela sente como incontroláveis, resultando em conflitos interpessoais graves que prejudicam seu convívio social. Além disso, quando se sente mais pressionada, Juliana desenvolve uma desconfiança intensa, chegando a ter pensamentos recorrentes de que está sendo secretamente observada e que seus colegas de trabalho conspiram ativamente contra ela, embora, com esforço, consiga manter um distanciamento crítico dessas ideias. Diante da persistência e da gravidade desses sintomas, seu psiquiatra avalia a introdução de um tratamento farmacológico adjuvante. Considerando o cenário clínico e as evidências atuais sobre a psicofarmacologia no TPB, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada.