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Júlia é uma adolescente cis parda de 16 anos, com parceria fixa no momento. Passou em consulta com você pela primeira vez há 2 semanas com queixa de que 3 meses antes havia começado a sentir muita tristeza, dormir demais, comer descontroladamente e sofrer com falta de prazer na vida e pensamentos de morte (sem ideação suicida). Na ocasião, recebeu prescrição de Venlafaxina e foi colocada na fila para psicoterapia. Retorna hoje acompanhada da namorada, relatando que está se sentindo muito melhor com a medicação, tem conseguido render muito mais na escola e que seguramente era a melhor da turma no momento - estuda até 4 horas da manhã e às 7 horas já está pronta para começar o dia. A namorada, no entanto, queixa-se de que tem sido difícil conversarem, sente que não tem vez porque "a Júlia não para de falar"; também pergunta a você se não tem algum remédio para reduzir a libido da Júlia, pois "tem sido impossível".
Você decide, então, substituir a Venlafaxina por uma outra medicação. Qual das prescrições abaixo não seria útil no manejo do quadro atual?
Roger é um adolescente trans branco de 17 anos, solteiro. Há 1 mês teve seu primeiro episódio psicótico, sem gatilho esclarecido. Dizia que estava sendo perseguido pelo FBI porque queriam prender o demônio que estava dentro dele; também ouvia vozes que lhe davam ordens para se ferir. Buscou atendimento psiquiátrico acompanhado dos pais há 1 semana e lhe prescreveram Haloperidol 1 mg 1 vez ao dia. Ele retorna hoje com você para reavaliação. Roger relata que as vozes já diminuíram bastante, já não o incomodam tanto. Porém, o que o mais tem incomodado é uma sensação intensa de inquietação que surgiu na última semana: não consegue ficar parado ou sentado em nenhum momento do dia e tem sido muito difícil para dormir. Nega uso de álcool ou outras drogas, faz uso contínuo apenas de bombinha para asma. Ao exame psíquico, paciente bastante agitado, levanta-se da cadeira algumas vezes durante a consulta, mexendo bastante as mãos e os pés; sem sinais indiretos de alteração de sensopercepção; discurso ainda com conteúdo delirante relacionado ao FBI. Diante da sua avaliação clínica, o mais adequado seria:
Carlos é um homem cisgênero preto, viúvo, de 55 anos, que buscou atendimento com você para tratamento de dependência de álcool há 3 meses. Na ocasião, seu caso foi classificado como moderado e foi decidido em conjunto com o Carlos que apenas abordagem psicossocial seria empregada naquele momento, com participação em grupo terapêutico e sessões de psicoterapia semanais. O paciente tem seu primeiro retorno com você hoje e relata que segue motivado e conseguiu ficar abstêmio por 1 mês, mas há 2 semanas voltou a beber 1 a 2 doses de cachaça todos os dias, "para esquecer dos problemas". Ele explica que recentemente seu médico de família e comunidade lhe diagnosticou com insuficiência renal e está em risco de ir para a diálise, o que gerou muita ansiedade, embora surpreendentemente o fígado estivesse bem nos exames.
Após acolhê-lo, vocês realizam um plano conjunto que envolve iniciar uma terapia farmacológica. Qual conduta seria mais indicada para o caso acima?
No tratamento dos transtornos mentais, é um inibidor seletivo da recaptação de noradrenalina pré-sináptica, sendo um inibidor potente e seletivo do transportador de noradrenalina (NET) e, além disso, resulta em aumento das concentrações extracelulares de dopamina no córtex pré-frontal. Qual alternativa representa o fármaco que apresenta mecanismo de ação compatível com a descrição acima:

Os antidepressivos mais comumente usados em crianças e adolescentes se restringem aos antidepressivos tricíclicos (ADTs). O fator adverso mais importante que está associado a doses altas e problemas na sua metabolização é o seu potencial:

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