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Mulher de 29 anos procura atendimento ambulatorial com história de múltiplas queixas físicas, há cerca de 4 anos, incluindo dor abdominal recorrente, cefaleia, fadiga persistente e sensação de falta de ar. Já realizou diversas avaliações clínicas e exames complementares, todos sem alterações significativas. Refere intenso sofrimento relacionado aos sintomas, com prejuízo funcional importante no trabalho e nas relações interpessoais. Demonstra preocupação constante com a possibilidade de ter uma doença grave, apesar das repetidas explicações médicas. Nega simulação consciente dos sintomas. Ao exame físico, não há alterações relevantes. Assinale a alternativa que melhor descreva o diagnóstico mais provável.
Homem de 72 anos, internado por pneumonia, evolui no 3º dia de internação com alteração do comportamento. A equipe observa que ele apresenta períodos de desatenção marcante, dificuldade em manter o foco durante a conversa, alternando com momentos de agitação e sonolência ao longo do dia. A família relata que ele era independente previamente, sem histórico de demência. Ao exame, nota-se desorientação temporal, pensamento desorganizado e inversão do ciclo sono-vigília. Exames laboratoriais mostram hiponatremia leve. Com base nos critérios diagnósticos do DSM-5, assinale a alternativa correta.
Uma mulher de 28 anos é encaminhada para avaliação psiquiátrica, por instabilidade nos relacionamentos interpessoais e episódios recorrentes de automutilação superficial. Relata sentimentos crônicos de vazio, medo intenso de abandono e mudanças frequentes na autoimagem, alternando entre sentimentos de grandiosidade e inutilidade. Apresenta histórico de impulsividade, incluindo gastos excessivos e comportamentos sexuais de risco. Durante a consulta, oscila rapidamente entre idealizar o médico,(“o único que me entende”), e demonstrar irritação quando confrontada. Nega sintomas psicóticos persistentes, embora relate episódios transitórios de despersonalização em situações de estresse intenso. Qual é o diagnóstico mais provável?
Uma mulher de 30 anos procura atendimento, por apresentar episódios frequentes em que ingere grandes quantidades de alimentos mesmo sem estar com fome, referindo sensação de perda de controle durante esses episódios. Relata que isso ocorre cerca de uma a duas vezes por semana, nos últimos 5 meses. Durante as crises, costuma comer rapidamente e até sentir desconforto abdominal. Após os episódios, apresenta intenso sentimento de culpa e evita situações sociais que envolvam alimentação. Nega qualquer comportamento para compensar a ingestão alimentar, como vômitos, uso de laxantes ou exercícios físicos excessivos. O diagnóstico mais provável é:
Um adolescente de 15 anos é encaminhado após múltiplos episódios de violação de regras. Nos últimos 18 meses, há registro de agressões físicas a colegas, destruição deliberada de propriedade, invasão de domicílio e episódios recorrentes de mentiras para obtenção de benefícios. Os pais relatam que desde a infância, o paciente demonstrava pouca responsividade emocional, raramente expressava culpa após comportamentos inadequados e apresentava dificuldade em reconhecer emoções alheias. Atualmente, mantém desempenho escolar irregular e histórico de suspensões. Não há relato de episódios de humor elevado ou sintomas psicóticos. Indique a alternativa que melhor corresponda ao diagnóstico mais provável.