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Concurso:
CBM-MG
Disciplina:
Literatura
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O poeta Francisco Antônio de Carvalho Júnior, um dos
destaques da poesia brasileira da fase realista, é o autor
desse poema cujo título expressa uma atmosfera de
Concurso:
CBM-MG
Disciplina:
Literatura
Segundo Camargo, “O estudo das escolas literárias
leva-nos à percepção de diferentes atitudes diante do
fazer literário e da diversidade de modelos de beleza
estética. [...] É preciso evitar a atitude de considerar um
estilo melhor do que outro.”
CAMARGO, Thais Nicoleti de. Poesia reflete repertório
de emoções. Disponível em: https://feeds.folha.uol.com.
br/fsp/fovest/fo2609200610.htm. Acesso em: 10 ago. 2021.
[Fragmento]
Considerando-se essa afirmativa e as características dos estilos de época, assinale a alternativa incorreta.
Considerando-se essa afirmativa e as características dos estilos de época, assinale a alternativa incorreta.
“AO LEITOR
Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, cousa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinquenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a gente frívola não achará nele o seu romance usual, ei-lo aí fica privado da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.”
O fragmento acima é parte da obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, publicada em folhetim em 1880 e editada em livro em 1881. Essa obra, de autoria de
Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, cousa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinquenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a gente frívola não achará nele o seu romance usual, ei-lo aí fica privado da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.”
O fragmento acima é parte da obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, publicada em folhetim em 1880 e editada em livro em 1881. Essa obra, de autoria de
A obra literária que marca o final do Romantismo e o início do Realismo no Brasil é
“Eu bem sei que, para titilar-lhe os nervos da fantasia, devia padecer um grande desespero, derramar algumas lágrimas, e não almoçar (…). A realidade é que eu almocei, como os demais dias.”
Nesse trecho de Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis dirige-se ao leitor e informa como a história deveria ser contada, mas prefere dizer a verdade. Com isso, o autor faz uma crítica ao seguinte estilo de época da literatura: