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Uma mulher de 42 anos, com deficiência física adquirida após acidente vascular encefálico, recebeu alta hospitalar apresentando limitações para realização das atividades de vida diária, dificuldades de mobilidade no domicílio e redução da participação social. Durante o acompanhamento na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, a terapeuta ocupacional identificou barreiras ambientais, fragilidade no suporte familiar e necessidade de articulação entre diferentes pontos de atenção da rede. Considerando a atuação da Terapia Ocupacional e a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, analise as afirmativas abaixo:

I - A Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência prevê ações integradas de promoção, prevenção, reabilitação e inclusão social da pessoa com deficiência.

II - A atuação do terapeuta ocupacional pode envolver avaliação funcional, adaptação do ambiente, orientação familiar e articulação do cuidado em rede.

III - O acompanhamento da pessoa com deficiência deve ocorrer exclusivamente em serviços especializados de reabilitação, sem participação da Atenção Básica.

IV - A atuação da Terapia Ocupacional pode contribuir para ampliação da autonomia, funcionalidade e participação social da pessoa com deficiência.

Estão CORRETAS as afirmativas: 
Uma terapeuta ocupacional que atua em uma Unidade Básica de Saúde participa do acompanhamento de usuários em sofrimento psíquico grave e persistente no território. Durante discussão de caso com a equipe, foram identificadas dificuldades relacionadas à adesão ao tratamento, ruptura de vínculos familiares, isolamento social e frequentes internações psiquiátricas. Considerando a Política Nacional da Atenção Básica (PNAB/2017), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a atuação da Terapia Ocupacional em saúde mental, analise as afirmativas abaixo: 

I - A Atenção Básica possui papel estratégico na coordenação do cuidado em saúde mental e na articulação com os demais pontos da RAPS.

II - A atuação do terapeuta ocupacional pode envolver acompanhamento territorial, fortalecimento de vínculos sociais e construção de projetos terapêuticos singulares.

III - O cuidado em saúde mental na Atenção Básica deve priorizar exclusivamente o encaminhamento dos usuários para serviços especializados.

IV - A atuação da Terapia Ocupacional em saúde mental pode contribuir para ampliação da participação social e autonomia dos usuários no território.

Estão CORRETAS as afirmativas:
Sobre o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), marque V para VERDADEIRO ou F para FALSO e assinale a alternativa com a sequência CORRETA:

( ) O NASF deve ser constituído por uma equipe na qual profissionais de diferentes áreas de conhecimento, como saúde, engenharia, educação e agronomia, atuam em conjunto com os profissionais das equipes de Saúde da Família, compartilhando e apoiando as práticas em saúde nos territórios sob responsabilidade das equipes de SF.

( ) Suas diretrizes incluem ações relativas à Atenção Primária à Saúde (APS), de base interdisciplinar e intersetorial; educação permanente em saúde dos profissionais e da população; desenvolvimento da noção de território; integralidade; participação social; educação popular; promoção da saúde e humanização.

( ) O NASF é dividido apenas em duas modalidades: NASF 1 e NASF 2. O NASF 1 deve ser composto obrigatoriamente por, no mínimo, cinco profissionais e o NASF 2 por três profissionais, não sendo obrigatória a presença do terapeuta ocupacional no NASF 2.

( ) O desenvolvimento do processo de trabalho do NASF depende de algumas ferramentas conhecidas e utilizadas no sistema público, como o Apoio Matricial, a Clínica Ampliada, o Projeto Terapêutico Singular (PTS) e o Projeto de Saúde no Território (PST). 
Segundo Avelar e Malfitano (2018), há uma ambivalência presente na formação das redes intersetoriais. Em teoria, é possível observar que tal diretriz é tida como forma de promover maior efetividade nas atuações e suporte. Mas, paralelamente, nota-se nas ações em rede mecanismos como vigilância, controle e julgamento moral. A população que mais sofre essa ambivalência são os(as): 
“Casos de violência e ameaças contra entregadores de aplicativo não são raros. A empresa de delivery iFood registrou mais de 13 mil denúncias de violência contra seus entregadores apenas neste ano. Ao todo, foram 13.576 denúncias desde janeiro, sendo que nos primeiros seis dias de março já foram registradas 810 ocorrências do tipo. A história do entregador de aplicativo Nilton Ramon de Oliveira, de 25 anos, que foi baleado na última segunda-feira (4) por um cliente que se recusou a descer na portaria durante uma entrega na Vila Valqueire, na Zona Norte do Rio de Janeiro, ilustra o número.”
In: Cassiano, L.; Nestlehner, C. Neste ano, iFood registra mais de 13 mil denúncias de ameaça e agressão física contra entregadores no Brasil. Disponível em https://www.cnnbrasil.com.br/. Acesso em 18 abr. 2024.

A história de Nilton é um reflexo hiperbólico, porém real, daquilo que Costa e colaboradores (2013) denominam como precarização dos vínculos e dos contratos de trabalho, processo que ocorre pela via das terceirizações e das precárias condições de trabalho, vivenciadas no cenário contemporâneo. A precarização dos vínculos trabalhistas tem sido uma pauta relevante nos debates do campo da Saúde do Trabalhador.

Sobre a precarização do trabalho e o campo da Saúde do Trabalhador, considera-se que