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Um analista propõe que um diagnóstico institucional não se limite a contabilizar comportamentos observáveis, mas interprete os significados que os próprios servidores atribuem a seus gestos, rituais e símbolos de pertencimento. Ele fundamenta a proposta em Clifford Geertz, para quem, “acreditando, como Max Weber, que o homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu, assumo a cultura como sendo essas teias e a sua análise; portanto, não como uma ciência experimental em busca de leis, mas como uma ciência interpretativa, à procura do significado”. A abordagem metodológica que decorre dessa concepção e que o analista pretende adotar é a:
Ao analisar a resistência de um setor a uma nova rotina de prestação de contas, um analista observa que as regras de conduta vigentes não dependem da adesão subjetiva de cada servidor: elas preexistem ao seu ingresso, são compartilhadas pelo conjunto do órgão e se impõem com força tal que o seu descumprimento aciona sanções. Ele reconhece nesse fenômeno aquilo que Émile Durkheim, em As regras do método sociológico, caracterizou como toda maneira de agir — fixa ou não — capaz de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior, geral no âmbito de uma dada sociedade e dotada de existência própria, independente de suas manifestações individuais. A consequência metodológica que Durkheim extrai dessa definição, e que orienta o trabalho do analista, é a de que os fatos sociais devem ser:
Um analista do quadro legislativo recebe a tarefa de subsidiar o debate sobre o aumento de pedidos de afastamento por adoecimento mental entre servidores. Ele pondera que, embora cada caso possa ser vivido como um drama estritamente pessoal, o volume e a recorrência dos afastamentos remetem a transformações mais amplas na organização do trabalho público. Ao recusar tanto a explicação puramente individual quanto a dissolução do indivíduo na estrutura e ao insistir em conectar a biografia dos servidores à história e à estrutura da instituição, o analista mobiliza uma operação intelectual que Charles Wright Mills (2009) sintetizou ao distinguir as perturbações pessoais de ambiente, situadas no plano da biografia e das relações imediatas, das questões públicas da estrutura social, relativas à organização das instituições. Considerando essa perspectiva, a contribuição específica que o olhar sociológico oferece a esse diagnóstico consiste em:
Os seres se tornam humanos a partir das interações sociais, a começar pelo âmbito familiar. As relações humanas perpassam pelo reconhecimento do outro e de suas formas de interação e no desenvolvimento de:
Os modos de leitura da realidade social de Émile Durkheim e Max Weber exerceram influência no exercício profissional do Serviço Social no Brasil.
Assinale a opção que descreve corretamente essas posições teóricas.