Filtrar


Questões por página:
Na avaliação de um paciente com dor lombar, o paciente descreve sintomas como dor que irradia para o dorso do pé acompanhada de formigamento. Na avaliação, o fisioterapeuta observa que há fraqueza na dorsiflexão do tornozelo. A causa mais provável da dor é: 
Um paciente jovem relata queixa de dor no tornozelo de início súbito em um jogo de futebol. O fisioterapeuta realiza o teste de Thompson que produz um resultado positivo. Esse resultado é indicativo de?
A dor na coluna é um sintoma muito comum, experienciado por pessoas no mundo inteiro, pode ser classificada como específica ou inespecífica, e essa diferenciação é parte crucial da avaliação fisioterapêutica. A dor específica na coluna pode ser oriunda de alguma lesão grave, de modo que deve ser diagnosticada e tratada apropriadamente ou encaminhada para outro profissional de saúde adequado, já que o tratamento fisioterapêutico pode agravar a condição clínica do paciente em alguns casos. Em contrapartida, a dor inespecífica na coluna não tem uma fonte de dor identificável com precisão, a dor pode ter origem em qualquer uma das principais estruturas inervadas na área da coluna (articulações facetárias, ligamentos, músculos, discos intervertebrais), ou, ainda, pode não ter origem biofísica, podendo ser provocada por fatores psicológicos ou sociais. Diante dessa afirmativa, leia a descrição a seguir e assinale a alternativa que apresenta o nome da patologia descrita.
“É definida como um estreitamento do canal espinal ou foraminal, as causas mais comuns desse estreitamento são alterações degenerativas, como osteoartrose facetária, hérnia discal extrusa e hipertrofia do ligamento flavum (ligamento amarelo). A apresentação clínica é caracterizada por dor ou desconforto durante a marcha, associada ou não à claudicação (claudicação neurogênica), ou períodos prolongados em ortostase. Os sintomas podem irradiar para uma ou ambas as pernas e são aliviados com repouso e/ou flexão lombar e, o diagnóstico é feito com base na combinação de achados clínicos e radiológicos.”
O corpo humano é dividido em cabeça, pescoço, tronco (tórax, abdome, dorso e pelve) e membros. A pelve é a parte do tronco posteroinferior ao abdome e é a área de transição entre tronco e membros inferiores. O fisioterapeuta, em especial, deve conhecer as estruturas anatômicas do osso do quadril e do sacro, já que a anatomia palpatória dessas áreas conduz o raciocínio clínico para a compreensão da biomecânica da pelve e as suas relações com a condição de saúde do paciente. Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma sobre a pelve e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A pelve tem como principal função receber o peso corporal transmitido pela coluna vertebral e transferi-lo aos membros inferiores, e é por isso que ela é estruturada para ser forte e resistente. Suas articulações são as sacroilíacas, posteriormente, e a sínfise púbica, anteriormente.
( ) A sínfise púbica é a articulação situada anteriormente na pelve e é classificada como articulação cartilagínea do tipo sínfise, a qual apresenta um disco de fibrocartilagem entre as faces ósseas que se articulam, essa articulação apresenta dois ligamentos: ligamentos púbicos superior e inferior.
( ) Entre os movimentos pélvicos, dois são conhecidos como nutação e contranutação. Durante a nutação, ocorre a aproximação das asas dos ílios em direção ao plano mediano do corpo e um afastamento dos túberes isquiáticos, ao mesmo tempo, ocorre o direcionamento anterosuperior da base do sacro e um movimento posteroinferior do cóccix. Na contranutação as asas dos ílios se afastam da linha média do corpo, e os túberes isquiáticos se aproximam dela, a base do sacro se movimenta na direção posterossuperior, enquanto o cóccix se direciona anteroinferiormente, e durante o período expulsivo no parto vaginal, acontece esse movimento de contranutação da pelve.
( ) A cavidade abdominal é contínua com a cavidade pélvica no tronco, a linha terminal que forma o estreito superior da pelve é uma referência anatômica que subdivide a pelve em duas cavidades: uma superior, conhecida como pelve falsa ou pelve maior, e a inferior ao estreito, conhecida como pelve verdadeira ou pelve menor, esta por sua vez, aloja os órgãos pélvicos (reto, bexiga, útero, vagina, tubas uterinas e ovários) no corpo feminino. A cavidade pélvica verdadeira é delimitada inferiormente pelos músculos conhecidos como diafragma pélvico e abaixo do diafragma pélvico, a região é denominada períneo.
( ) A eficiência biomecânica da pelve depende da instabilidade da articulação sacroilíaca, capaz de resistir a deslocamentos que o peso do corpo tende a produzir, na postura ortostática, o peso do corpo tende a deslocar o sacro caudal posteriormente em relação aos ossos do quadril, o que é impedido pelo forte ligamento sacroilíaco interósseo, além disso, esse vetor de peso corporal tende a provocar a rotação do sacro, mas os ligamentos sacrotuberal e sacroespinal impedem esse deslocamento. Durante o período gestacional, seus ligamentos permanecem mais frouxos como consequência da ação de hormônios, o que possibilita menor amplitude de movimento da articulação. 
As fraturas em membros inferiores normalmente ocorrem em duas faixas etárias distintas: em jovens, devido a traumas de alta energia, principalmente acidentes de trânsito, e em idosos, em decorrência de osteoporose e quedas. Com frequência, essas fraturas levam a um impacto significativo sobre a vida do paciente e o sistema de saúde, sendo a atuação do fisioterapeuta imprescindível tanto no tratamento conservador quanto no cirúrgico. Diante deste pressuposto, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. Para estabelecer os objetivos de tratamento do paciente, é importante realizar uma avaliação genérica, a habilidade de deambulação previamente à fratura e a presença de complicações, como instabilidade clínica ou alterações de cognição, infecção e lesões graves de partes moles, não desempenham um papel importante na recuperação da capacidade funcional após a fratura. Portanto, esses itens não devem ser questionados e averiguados durante a anamnese, bem como a data do trauma, a data da cirurgia e o tipo de cirurgia realizada.
II. Compreender as limitações funcionais do paciente ajudará a traçar os objetivos do tratamento, bem como estabelecer um possível prognóstico, a dor pode ser avaliada pela escala visual analógica (EVA), a amplitude de movimento (ADM) deve ser avaliada por goniômetro ou inclinômetro, e, quando o maior objetivo do tratamento é o ganho de ADM, a sua avaliação deve ser feita antes e após cada atendimento. A avaliação da força muscular também é importante e, se o paciente estiver liberado para descarga de peso sobre o membro operado, o teste de Trendelenburg deve ser aplicado naqueles com alteração do padrão de marcha, visto ser uma complicação comum após fraturas dos membros inferiores. Além disso, deve-se realizar a avaliação do comprimento do membro sem carga e com carga e examinar atividades funcionais também é de suma importância.
III. O tratamento fisioterapêutico dependerá de diferentes fatores, deve-se levar em consideração outras fraturas e traumas associados, o estado geral do paciente e a cirurgia realizada. O fisioterapeuta deve estar atento a lesões de partes moles e cirurgias, como enxerto de pele, retalhos miocutâneos e reparo de lesões tendíneas, nervosas e vasculares, para direcionar o tratamento.
IV. A evolução das técnicas e dos implantes cirúrgicos favorece o início precoce da reabilitação do paciente com fraturas nos membros inferiores, o treino de mudanças de decúbitos e a aquisição da posição sentada no leito e fora dele com o máximo de ajuda do fisioterapeuta devem ser estimulados, logo no primeiro dia de pós-operatório, mesmo que haja contraindicação. Além disso, não deve ser dada atenção aos sinais de hipotensão ortostática, pois muitas vezes os pacientes ficam por alguns dias somente na posição deitada, de modo que, quando assumem a posição vertical, podem apresentar o quadro de hipertensão, portanto, a evolução da posição deitada para a ortostática não deve ser gradual e em um ambiente seguro.
V. A prescrição de dispositivo auxiliar de marcha deve ocorrer no atendimento hospitalar, deve-se treinar o uso correto e verificar as dimensões adequadas do dispositivo, como altura da muleta ou do andador. Na detecção de diminuição do comprimento do membro fraturado, é importante a prescrição de palmilha ou salto compensatório e, no caso de lesão do nervo fibular, deve-se prescrever órtese para a correção do pé caído, além de medidas fisioterapêuticas para dor neuropática e alterações sensoriais, se presentes. Medidas que previnam LPP e TVP/TEP e minimizem o edema são comuns a todas as fraturas de membros inferiores, a elevação do membro fraturado, sempre que possível, a movimentação ativa ou passiva do tornozelo e a crioterapia são recomendadas.