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Um paciente fila brasileiro de 60 kg, 8 anos, não castrado, foi levado para atendimento no hospital veterinário. A queixa principal é que “ele começou a andar com dificuldades” e apresentou problemas de micção. No exame clínico, o paciente apresentou dor na palpação abdominal na região inguinal e, nos exames clínicos, apresentou temperatura de 39,8°C.
Nos exames laboratoriais, apresentou leucocitose por neutrofilia. No exame ultrassonográfico, apresentou prostatomegalia e presença de cistos e um possível abscesso no órgão. Também se observou um grande aumento de volume na região perineal, lateral ao ânus. O paciente não apresentou nenhuma alteração na bioquímica hepática e renal. Na urinálise, teve-se presença de piócitos (+++) e hemácias (++).
Sobre o caso, analise as afirmativas seguintes.
I. O provável diagnóstico é prostatite, indicando-se tratamento clínico com antibioticoterapia de amplo espectro, mas, na maioria dos casos, há necessidade de tratamento cirúrgico através de orquiectomia e omentalização prostática.
II. O provável diagnóstico é hiperplasia prostática benigna, sendo indicado somente tratamento clínico com anti-inflamatório não esteroidal e finasterida.
III. O provável diagnóstico é hiperplasia prostática benigna, tratamento clínico e cirúrgico.
IV. Associada à prostatopatia, suspeita-se de uma hérnia perineal, comum nesses casos.
Estão corretas:
I. Em condições de normalidade, é observada a presença de proteínas, corpos cetônicos, bilirrubina e nitritos em primatas não humanos.
II. Os valores de pH urinário em primatas não humanos variam de 5,0 a 8,6 e hábitos carnívoros determinam urina ácida, enquanto em hábitos alimentares herbívoros, a urina é alcalina.
III. A densidade urinária média em primatas não humanos é de 1.018 e um volume urinário aumentado associado a uma baixa densidade pode estar relacionado à insuficiência renal primária e/ou transtornos secundários a diabetes insipidus, piometra, hiperadrenocorticismo, uso terapêutico de diuréticos e corticosteroides.
IV. Os valores de urobilinogênio se elevam em episódios de hemólise e hepatite, permanecendo detectável por mais de 48 horas após a coleta.
Está(ão) correto(s)
I. A ausência de material fecal nas excretas e anorexia, especialmente nas aves menores, pode ser um prenúncio de morte iminente, o que pode ser acelerado caso a ave seja manipulada.
II. Dispneia pronunciada, respiração ofegante prolongada ou falta de ar, incapacidade de agarrar com os pés, incapacidade de bicar, falta de resposta normal aos estímulos e incoordenação, inchaço abdominal acentuado, sangue nas fezes e aparência fofa são sinais indicativos de atenção à não contenção física da ave para avaliação.
III. Conforme a indicação dos autores, aves dispneicas podem ser contidas e avaliadas fisicamente e, logo em seguida, devem receber oxigenioterapia em seu próprio recinto.
Está(ão) correto(s)
I. O timpanismo tem diferentes etiologias, embora as mais comuns sejam períodos prolongados de anorexia, baixa temperatura ambiente, estresse ou uma dieta inadequada (pobre em fibra bruta, rica em carboidratos / vegetais altamente fermentáveis).
II. Alguns sinais clínicos associados ao timpanismo são a distensão abdominal (diagnosticada por percussão e radiografias), a anorexia, atonia, abdômen distendido, cólica abdominal, dispneia em casos graves, podendo levar à morte por compressão da cavidade torácica.
III. Em caso de dispneia, a trocaterização pode aliviar a pressão dos estômagos.
IV. Após a canulação dos estômagos com cateter apropriado, é possível a administração de agentes antiespumantes por essa via, além do emprego de analgésico de uso oral, a fim de controlar a cólica, caso ainda não haja acesso venoso.
Estão corretas
I. Desconforto respiratório agudo e histórico de mudança de voz. Pode ocorrer estridor inspiratório alto, aumento na taxa e no esforço com a respiração com o bico aberto. A ave pode não apresentar outros achados no exame físico.
II. Histórico de exposição a irritante respiratório (fumaça, aerossol ou cigarros), letargia, diminuição do apetite e perda de peso, intolerância ao exercício. A ave pode ficar com a boca aberta e apresentar esforço abdominal na expiração.
III. Secreção ocular, conjuntivite, seios periorbitais inchados com presença ou não de abcessos, possível estridor nasal.
IV. A ave terá aumento da frequência respiratória e esforço, que se tornará extremo, dispneia com respiração com o bico aberto ao manuseio. Não haverá sons respiratórios. Aumento ou distenção da parede da cavidade celomática será encontrado no exame físico.
a) Narinas e seios nasais.
b) Brônquios, pulmões e sacos aéreos.
c) Laringe, traqueia e siringe.
d) Organomegalia comprimindo estruturas da cavidade celomática.
A associação correta é: