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Um homem de 38 anos, previamente hígido, é vítima de colisão automobilística de alta energia. Na admissão, encontra-se consciente, agitado, com frequência respiratória de 32 incursões por minuto, frequência cardíaca de 118 bpm, pressão arterial de 128 × 78 mmHg e saturação periférica de oxigênio de 88% em máscara com reservatório a 15 L/min. Ao exame físico, apresenta dor intensa à inspiração, redução da expansibilidade do hemitórax direito e movimento paradoxal de um segmento da parede torácica durante a respiração. A tomografia computadorizada demonstra fraturas segmentares de quatro arcos costais consecutivos à direita, com instabilidade do segmento anterior, associadas a contusão pulmonar ipsilateral, sem pneumotórax ou hemotórax significativo. Após analgesia multimodal inicial, o paciente permanece hipoxêmico, taquipneico e com aumento do trabalho respiratório, mas mantém nível de consciência adequado, tosse eficaz e capacidade de proteger a via aérea.


Considerando a fisiopatologia do tórax instável e as estratégias atuais para prevenção e tratamento das complicações respiratórias, a conduta mais adequada no momento é

Homem de 87 anos, vítima de trauma craniofacial contuso por espancamento, chega inconsciente ao pronto-socorro, hemodinamicamente estável, com Escala de Coma de Glasgow igual a 8.


Considerando a avaliação primária do trauma pelo protocolo ABCDE, qual deve ser a prioridade da equipe?

Lactente de 4 meses, sexo masculino, previamente hígido, nascido a termo, dá entrada no pronto-socorro com desconforto respiratório progressivo há 2 dias. Apresenta: FR: 68 irpm, saturação de O?: 89% em ar ambiente, tiragem subcostal e intercostal moderada, batimento de asa do nariz e gemência. À ausculta: sibilos difusos e crepitações bilaterais. Após lavagem nasal com SF 0,9% e aspiração de vias aéreas superiores não houve melhora. A radiografia de tórax mostra hiperinsuflação pulmonar bilateral sem consolidações. O paciente é colocado em cateter nasal de alto fluxo (CNAF) a 2 L/kg/min, com fração inspirada de O? (FiO?) a 40%.


Sobre a fisiologia e a aplicação do CNAF na bronquiolite viral aguda em lactentes, assinale a alternativa correta.

Homem de 68 anos é admitido na unidade de terapia intensiva com quadro de pneumonia adquirida na comunidade grave que evolui para síndrome do desconforto respiratório agudo (ARDS). Ele está intubado, em ventilação mecânica no modo pressão controlada (PCV), com as seguintes configurações do ventilador e parâmetros do paciente: pressão inspiratória: 15 cmH?O; PEEP: 10 cmH?O; pressão de pico: 25 cmH?O; frequência respiratória: 24 irpm; tempo inspiratório: 1,0 segundo; fração inspirada de oxigênio: 70%; volume corrente exalado: 380 mL (~5,5 mL/kg do peso ideal). A gasometria arterial após 1 hora (estável hemodinamicamente): pH: 7,31; PCO?: 50 mmHg; PO?: 58 mmHg; SatO?: 88%. Apesar da sedação e do bloqueio neuromuscular adequados, a oxigenação do paciente permanece crítica, com risco de hipoxemia tecidual grave e falência de órgãos induzida por hipóxia.


Em relação à ventilação mecânica e a abordagens para melhorar a oxigenação do paciente, é correto afirmar:

Homem de 31 anos procura o serviço de emergência com história de 5 dias de febre alta, calafrios, mialgia intensa com predomínio na região lombar, cefaleia e dor abdominal difusa. Há doze horas, evolui com o aparecimento de tosse seca e dispneia rapidamente progressiva. Ele não tem comorbidades e não há tabagismo, etilismo ou uso de medicamentos. Ele é engenheiro agrônomo, atuante no manejo e na limpeza de silos de armazenamento de grãos no interior do estado de São Paulo. Ao exame físico: apresenta-se taquipneico, hipotenso e hipoxêmico, necessitando de intubação orotraqueal. Os exames séricos iniciais mostram: leucocitose importante com desvio à esquerda, com presença de linfócitos reativos (imunoblastos) correspondendo a 13% da série linfoide; plaquetas: 38.000/mm³; hematócrito: 53%; ureia: 78 mg/dL; creatinina: 1,9 mg/dL; desidrogenase lática: 920 U/L; albumina sérica: 2,3 g/dL. A radiografia de tórax evidencia infiltrado interstício-alveolar bilateral difuso simétrico com área cardíaca normal.


Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta.