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A ascensão da desestruturação do SUS e o gerencialismo da gestão produzem um impacto no trabalho dos assistentes sociais (KRÜGER, 2019). A partir desta perspectiva de compreensão sobre o impacto, considere as afirmativas seguintes.


I. A Atuação é cada vez mais sobre a doença e os indivíduos, precisamente sobre as mudanças comportamentais de sentido colaboracionista, restringindo os espaços de atuação que dizem respeito às determinações sociais da saúde e da doença, ao planejamento e à gestão do sistema.

II. Esta conjuntura de empobrecimento crescente dos usuários, de enxugamento das políticas de proteção social e de precarização das condições do mercado de trabalho conduz o Serviço Social na saúde ao protagonismo da prática, em que recupera elementos tradicionais de sua prática como o de pautar sua atuação com ênfase no cotidiano, revigorando a ação profissional.

III. As exigências são intensificadas para responder a demandas clínicas, curativas e imediatas.

IV. Essa conjuntura amplia a participação no controle social, possibilitando o desenvolvimento teóricoprático que o referencia aos estudos com plenas condições organizacionais de trabalho.

V. A conjuntura recente de desemprego e desmonte generalizado das nossas poucas políticas sociais está aumentando as demandas de natureza emergencial e assistencial e diminuindo as demandas de planejamento, gestão, mobilização, participação e controle social.


Estão corretas
Na obra “O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional”, Iamamoto (2005) aponta importantes reflexões sobre as demandas profissionais no âmbito das relações sociais entre o Estado e a sociedade. Nessa direção, a autora menciona ao menos quatro tendências que ela denomina de “temas ocultos” (p. 151) no debate profissional, ou seja, que não têm destaques nas análises da profissão.

Dentre esses temas, evidencia-se que a profissão tem olhado 
Com a pandemia de COVID-19, intensificou-se o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) no cotidiano do trabalho profissional. Essa constatação abordada por Yazbeck; Raichelis & Sant’ana (2020) provoca a 
Brasil/CFESS (2012) destacam sobre a necessidade da análise macroscópica relativa à questão social, afirmando: “é importante desenvolver a capacidade de ver, nas demandas individuais, as dimensões universais e particulares que elas contêm. O desvelamento das condições de vida dos sujeitos atendidos permite ao assistente social dispor de um conjunto de informações que, iluminadas por uma perspectiva teóricocrítica, lhe possibilita apreender e revelar as novas faces e os novos meandros da questão social que o desafia a cada momento no seu desempenho profissional diário”. Uma análise nessa direção permite 
O processo de intensificação e de precarização do trabalho de forma geral, e na particularidade do serviço público — espaço sócio-ocupacional em que os assistentes sociais estão majoritariamente inseridos —, carrega em si novos desafios que reavivem práticas profissionais no campo mais conservador da profissão, como ações de tutela, coerção e convencimento. Nesse sentido, sobre o trabalho do assistente social, é CORRETO afirmar que: