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A diversidade hidrográfica do Maranhão, com bacias como a do Mearim e a do Itapecuru, contribui significativamente para o desenvolvimento do turismo regional, oferecendo não apenas vias de transporte e recursos pesqueiros, mas também paisagens naturais propícias ao ecoturismo e ao turismo de aventura, além de serem essenciais para o abastecimento de importantes centros urbanos.
Embora o Centro Histórico de São Luís seja um patrimônio cultural de grande valor e atraia turistas pela sua arquitetura colonial, o turismo no Maranhão se restringe a esse segmento, não havendo potencialidades significativas em ecoturismo ou turismo de sol e praia devido às características geográficas do litoral.
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, um dos principais cartões postais do estado, é caracterizado por sua paisagem de dunas de areia branca que, durante o período chuvoso, formam inúmeras lagoas de água doce, configurando um fenômeno geológico e paisagístico de relevância internacional, o que o torna um destino de ecoturismo de grande apelo.
A organização do estado do Maranhão em polos turísticos visa otimizar o planejamento e a promoção dos diversos atrativos, integrando o turismo cultural e histórico de São Luís e Alcântara com o ecoturismo dos Lençóis Maranhenses e a Chapada das Mesas, além de explorar o potencial do litoral para o turismo de sol e praia.
O Delta das Américas, também conhecido como Delta do Parnaíba, localizado na divisa do Maranhão com o Piauí, representa um importante polo de ecoturismo, com sua rica biodiversidade de manguezais e fauna aquática, além de oferecer paisagens únicas formadas pela foz do rio Parnaíba, sendo um atrativo complementar à experiência turística no estado.