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Concurso:
Prefeitura de Juti - MS
Disciplina:
Literatura
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Manoel Wenceslau Leite de Barros foi um poeta brasileiro do Século XX, pertencente,
cronologicamente, à geração de 45, mais formalmente ao Pós-Modernismo Brasileiro, situando-se mais
próximo das vanguardas europeias do início do Século XX, da Poesia Pau-Brasil e da Antropofagia de
Oswald de Andrade.
Sobre o poeta mato-grossense, marque os itens com V (verdadeiro) ou F (falso) e assinale a alternativa
correta:
( ) Sua poesia tem como uma das principais características o pantanal, indo sua temática para muito além do paisagismo inócuo. ( ) Seus poemas se plasmam, por meio de sua natureza e de seu cotidiano, a linguagem poética procura transformar em tátil, olfativo, visual, gustativo e auditivo aquilo que é paradoxalmente abstrato. ( ) Transfigurando poeticamente o universo em suas aparentes e visíveis minúcias, sublinha em realidade, a estreita dimensão dos seres humanos diante da natureza, diante da linguagem, diante do cosmos. ( ) Aborda o uso de vocabulário coloquial-rural e de uma sintaxe que homenageia a oralidade e a oralitura, ampliando as possibilidades expressivas e comunicativas do léxico por meio da formação de palavras novas (neologismos).
( ) Sua poesia tem como uma das principais características o pantanal, indo sua temática para muito além do paisagismo inócuo. ( ) Seus poemas se plasmam, por meio de sua natureza e de seu cotidiano, a linguagem poética procura transformar em tátil, olfativo, visual, gustativo e auditivo aquilo que é paradoxalmente abstrato. ( ) Transfigurando poeticamente o universo em suas aparentes e visíveis minúcias, sublinha em realidade, a estreita dimensão dos seres humanos diante da natureza, diante da linguagem, diante do cosmos. ( ) Aborda o uso de vocabulário coloquial-rural e de uma sintaxe que homenageia a oralidade e a oralitura, ampliando as possibilidades expressivas e comunicativas do léxico por meio da formação de palavras novas (neologismos).
Para desvirginar o labirinto
Do velho e metafísico Mistério,
Comi meus olhos crus no cemitério,
Numa antropofagia de faminto!
A digestão desse manjar funéreo Tornado sangue transformou-me o instinto De humanas impressões visuais que eu sinto, Nas divinas visões do íncola¹ etéreo²!
Vestido de hidrogênio incandescente, Vaguei um século, improficuamente³, Pelas monotonias siderais...
Subi talvez às máximas alturas, Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras, É necessário que ainda eu suba mais!
(“Solilóquio de um Visionário”, de Augusto dos Anjos, Eu e Outras Poesias)
¹íncola: habitante
²etéreo: referente ao céu ³improficuamente: inutilmente
Augusto dos Anjos é um poeta contextualizado no Pré-Modernismo, época literária em que houve um entrecruzamento de várias posturas artísticas. Assinale a opção que traz um aspecto de estilo não incorporado no poema acima.
A digestão desse manjar funéreo Tornado sangue transformou-me o instinto De humanas impressões visuais que eu sinto, Nas divinas visões do íncola¹ etéreo²!
Vestido de hidrogênio incandescente, Vaguei um século, improficuamente³, Pelas monotonias siderais...
Subi talvez às máximas alturas, Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras, É necessário que ainda eu suba mais!
(“Solilóquio de um Visionário”, de Augusto dos Anjos, Eu e Outras Poesias)
¹íncola: habitante
²etéreo: referente ao céu ³improficuamente: inutilmente
Augusto dos Anjos é um poeta contextualizado no Pré-Modernismo, época literária em que houve um entrecruzamento de várias posturas artísticas. Assinale a opção que traz um aspecto de estilo não incorporado no poema acima.
Concurso:
Prefeitura de Chupinguaia - RO
Disciplina:
Literatura
O Jeca Tatu, que desponta no artigo “Velha Praga”, incluído em Urupês, é o símbolo do atraso e
ignorância do homem rural paulista, responsável pela devastação das matas da Mantiqueira, pela prática
agrícola da queimada (coivara) e pela decadência da agricultura da região. O Jeca foi tomado como
símbolo nacionalista em discurso famoso de Rui Barbosa, no Senado, transformou-se depois, em garotopropaganda de um conhecido fortificante, o Biotônico Fontoura.
Posteriormente, o autor reconhece que o Jeca Tatu, embora possuísse todos os defeitos que apontou,
ainda era a melhor coisa que o Brasil possuía. Em 1947, em outro livrinho. O Zé Brasil, o autor retoma a
figura do Jeca, mas em outra perspectiva: o sistema econômico brasileiro é o culpado de tudo, tudo
pertence a uns poucos homens, e os milhões de jecas-tatus e zés-brasis é que pagam... Jeca Tatu
simboliza a situação do caipira brasileiro, abandonado pelos poderes públicos às doenças, ao atraso
econômico, educacional e à indigência política. Jeca Tatu, um caipira de barba rala e calcanhares
rachados, porque não gostava de usar sapatos, era pobre, ignorante e avesso aos hábitos de higiene
urbanos. Morava na região do Vale do Paraíba (SP), distinta por seu atraso, naquela época.
O criador da personagem Jeca Tatu é:
Em 1909, o jornal parisiense Le Figaro, publicou um importante manifesto artístico, do italiano Filippo Tommasio Marinetti, que traz o seguinte texto em seu item 5:
“Queremos cantar o homem ao volante, que percorre a Terra com a lança do seu espírito, traçando o círculo de sua órbita”.
Esse trecho caracteriza bem o seguinte movimento de vanguarda europeia:
“Queremos cantar o homem ao volante, que percorre a Terra com a lança do seu espírito, traçando o círculo de sua órbita”.
Esse trecho caracteriza bem o seguinte movimento de vanguarda europeia:
Concurso:
Prefeitura de Promissão - SP
Disciplina:
Literatura
O tropicalismo surgiu em um contexto de intensas
transformações culturais e políticas no Brasil,
mobilizando artistas que questionavam fronteiras entre
tradição, indústria cultural e experimentação estética.
Sua repercussão ultrapassou um único campo artístico e
dialogou com debates sobre identidade, linguagem e
cultura de massa. Considerando esse contexto, assinale
a alternativa correta.