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Anthony Giddens, em seu livro “Sociologia”, afirma que a casa é, de fato, o lugar mais perigoso da sociedade moderna. Para dar validade a sua afirmação, ele diz que:
Preconceito e violência muitas vezes estão relacionados. Essa relação se estabelece, porque:
De acordo com Maria Stela Grossi Porto (2010), sobre a abordagem sociológica da violência, é CORRETO afirmar que:
“Em Minas Gerais um projeto de mediação de conflito está mudando a rotina de violência em escolas públicas. Em uma companhia policial para menores infratores, em Belo Horizonte, chegam todos os dias muitos casos de alunos que saíram direto das escolas, nos carros da polícia, porque ameaçaram professores ou deram socos em colegas. Um projeto desenvolvido pelas Secretarias de Educação de Minas, Ministério Público, Tribunal de Justiça e UFMG quer transformar os conflitos em oportunidades de mudança para os jovens, e resolver tudo dentro da própria escola. ‘O encarceramento só transforma aquela pessoa numa pessoa pior. Quando você é criança, adolescente, você está em formação de caráter, de personalidade; é o acolhimento da pessoa é que vai transformá-lo. Não é a punição, o castigo, a raiva, a vingança’, diz Valéria Rodrigues, juíza da Vara da Infância e Juventude de Belo Horizonte. Educadores voluntários e até alunos de 240 escolas públicas estão sendo treinados para ser mediadores.” (Disponível em: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/04/mediacao-de-conflito-muda-rotina-de-violencia-em-escolas-publicas-emmg.html.)
A violência, especificamente nos meios escolares, é debatida e pesquisada pelo mundo inteiro por conta da gravidade e frequência em que se repete no cotidiano. Sobre esse problema, especificamente no que diz respeito ao Brasil:

Leia o texto abaixo.

Os jovens que cometem atos violentos ou uma infração ou que já estiveram em situação de liberdade assistida são, conforme apontaram nossos estudos, qualificados como violentos. Tal qualificação adere-se a eles como uma tatuagem e eles começam a ser vistos a partir dessa ótica e toda a sua trajetória de vida é reinterpretada a partir do ato de violência cometido, como exemplificado no relato do jovem entrevistado por nós. Esse jovem encontrava-se em liberdade assistida: por melhor que procurasse relacionar-se com as pessoas de fora de seu círculo íntimo, era visto unicamente como delinquente. A identidade a ele atribuída, de jovem delinquente, o definia e demarcava todas as relações que estabelecia com os outros. Da mesma forma, as expectativas que os outros construíam sobre sua vida futura acabavam por ser delimitadas por essa condição (Salles et al.,2007). Há aqui um processo de atribuição de identidade. Nesse caso, é a atribuição de uma identidade estigmatizada. Mas esse processo não é apenas externo, exterior a ele, pois essa identidade atribuída é assumida por ele.


SALLES, Leila Maria Ferreira. Jovens, escola e violência: alguns apontamentos sobre o processo de inclusão e exclusão simbólica de jovens.

Com base no trecho do livro, pode-se inferir que