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No conto "Furto de Flor", de Carlos Drummond de Andrade, a relação do eu lírico com a flor revela uma tensão simbólica entre ética e estética, onde o gesto de posse – embora motivado pela contemplação do belo – resulta na destruição do objeto contemplado. Considerando os recursos de personificação, deslocamento semântico da ideia de furto, e a crítica antropocêntrica subjacente, é correto afirmar que o texto articula uma crítica existencial à ação humana sobre o mundo natural, apontando a incompatibilidade entre o desejo de preservação e os mecanismos de apropriação estética.