Leia a tira a seguir para responder a questão:
Uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o
Desenvolvimento da Sociedade da Informação, divulgada em
fevereiro, mostra que a porcentagem de crianças brasileiras
com celular cresceu. Em 2015, 3% dos pequenos de 0 a 2
anos, 6% dos de 3 a 5 anos e 18% dos de 6 a 8 anos possuíam um aparelho próprio. Em 2024, esses indicadores alcançaram 5%, 20% e 36%, respectivamente.
O celular, porém, é a pior tela para as crianças, segundo
especialistas. Diferentemente do computador ou da televisão,
ele concentra a atenção dos pequenos por mais horas e exige maior esforço dos músculos oculares. Além disso, o uso
dos smartphones costuma ter menor controle dos pais, facilitando a exposição a matérias impróprias.
“Esse tempo demasiado conectado traz consequências.
A mais grave é a alteração na socialização e no desenvolvimento infantil. Muitas crianças passam a perder a oportunidade de uma série de experiências de vida que são importantes para o seu desenvolvimento por ficarem excessivamente
no celular”, ressalta Eduardo Jorge Custódio, neurologista
pediátrico da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
De acordo com a SBP, o uso do celular está associado a
atrasos no desenvolvimento da fala e da linguagem em bebês
que ficam passivamente expostos à tela por períodos prolongados. Também pode atrasar o desenvolvimento dos cinco
sentidos – visão, audição, olfato, paladar e tato – na infância.
(O Estado de S.Paulo, 08.03.2025. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a palavra em destaque expressa ideia de inclusão.