Novo material plástico se biodegrada na água do
oceano
Os plásticos, agora onipresentes no mundo moderno,
tornaram-se uma ameaça crescente à saúde humana
e ambiental. Em todo o planeta, as evidências de
poluição plástica se estendem de sacolas de
supermercado no fundo do mar a microplásticos em
nossos suprimentos de alimentos e até em nosso
sangue.
Buscando soluções para combater o aumento do lixo
plástico, cientistas da Universidade da Califórnia em
San Diego (EUA) desenvolveram novos materiais
biodegradáveis projetados para substituir o plástico
usado convencionalmente. Depois de provar que
suas espumas de poliuretano se biodegradam em
compostos terrestres, uma equipe interdisciplinar de
cientistas mostraram que o material se biodegrada na
água do mar. Os resultados foram publicados na
revista Science of the Total Environment.
Os pesquisadores trabalham para resolver um
problema de poluição plástica descrito como uma
crise ambiental global. Em 2010, cientistas
estimaram que 8 bilhões de quilos de plástico entram
no oceano em um único ano, com uma escalada
acentuada prevista para 2025. Ao entrar no oceano,
o lixo plástico perturba os ecossistemas marinhos,
migra para locais centrais e forma redemoinhos de
lixo como a Grande Mancha de Lixo do Pacífico,
que cobre uma área de mais de 1,6 milhão de
quilômetros quadrados. Esses plásticos nunca se
degradam, mas se fragmentam em partículas cada
vez menores, tornando-se microplásticos que
persistem no meio ambiente por séculos.
A equipe descobriu que uma variedade de
organismos marinhos coloniza a espuma de
poliuretano e biodegrada o material de volta aos seus
produtos químicos iniciais, que são consumidos
como nutrientes por esses microrganismos, no
ambiente oceânico. Os dados do estudo sugerem que
os microrganismos, uma mistura de bactérias e
fungos, vivem em todo o ambiente marinho natural.
Novo material plástico se biodegrada na água do oceano (msn.com).
Adaptado.