A busca por um sentido
“Os dois dias mais importantes da sua vida são aqueles
em que você nasceu e aquele em que descobre o porquê.”
A máxima atribuída ao escritor americano Mark Twain (1835-
1910), autor de clássicos como As Aventuras de Tom Sawyer
(1876), resume com precisão o valor de encontrar um propósito para a própria existência. Naturalmente, nunca é demais
sublinhar, a busca por um sentido para estar vivo se confunde
com o humano – ou, melhor ainda, com “ser” humano.
Há cerca de 50000 anos, quando, segundo achados recentes, o Homo Sapiens começou a pintar nas paredes das
cavernas, desenhávamos figuras místicas, como caçadores
dotados de superpoderes, que pareciam auxiliar os homens
daquela época a situar a si mesmos em meio ao desconhecido. De lá para cá, não existem indícios de que se possa
chegar a uma razão única que justifique o viver – porém cada
indivíduo pode descobrir a sua.
Diante da pergunta “por que estamos aqui?”, feita durante uma entrevista, o escritor Charles Bukowski (1920-
1994), alemão radicado nos Estados Unidos, destacou:
“Para quem acredita em Deus, a maior parte das grandes
questões pode estar respondida. Mas, para aqueles que não
aceitam a fórmula de Deus, as grandes respostas não estão
cravadas na pedra. Nós nos ajustamos a novas condições e
descobertas”.
No rastro desse debate, outra indagação se impõe: afinal, vale tanto assim o esforço de refletir acerca dos motivos
de estar na Terra? Um estudo publicado em dezembro no periódico científico Journal of Clinical Psychiatry (EUA) foi pioneiro ao garantir que, até mesmo do ponto de vista da saúde
física e mental, vale, sim, a pena. O veredito do estudo:
aqueles que revelavam ter descoberto sentido em sua vida
demonstravam também melhores condições de saúde, tanto
psicológica como física. Enquanto isso, ocorreu o contrário
com os que declaravam estar no máximo em um processo de
busca. Esses apresentavam, com maior frequência, problemas de saúde.
(Sabrina Brito, Veja, 15.01.2020. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho destacado está
substituído, nos colchetes, de acordo com a norma-padrão de emprego e colocação do pronome.