Covid-19: Fiocruz produzirá vacina desenvolvida pela
Universidade de Oxford
Resultados preliminares dos estudos clínicos de fase 3 da
vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford
divulgados nesta segunda-feira (23/11) confirmam a
expectativa de especialistas e põem o Brasil cada vez mais
perto de uma resposta em larga escala. “Com uma eficácia
demonstrada de 90% e um esquema vacinal que permitirá
otimizar as doses a serem produzidas, esta vacina deixa de
ser uma candidata promissora para ser uma vacina que
será produzida pela Fiocruz e uma resposta à saúde pública
brasileira”, destaca a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade
Lima.
Para a Fiocruz, o protocolo de maior eficácia, com 90%,
representa a possibilidade de vacinar ainda mais pessoas
com o mesmo número de doses a serem produzidas.
Segundo os dados apresentados, a eficácia de 90% foi
alcançada ao se utilizar uma primeira dose reduzida pela
metade e uma segunda dose padrão, com um mês entre as
duas dosagens, o que permite o aumento de 30% no
número de pessoas a serem vacinadas, já que,
inicialmente, pensava-se que seria necessário utilizar o
esquema vacinal de duas doses para cada pessoa.
“No primeiro semestre teríamos 100,4 milhões de doses
para oferecer para 50,2 milhões de brasileiros. No entanto,
com esse protocolo anunciado, as mesmas 100,4 milhões
de doses poderão ser utilizadas na vacinação de cerca de
65 milhões de pessoas. E no segundo semestre, com a
produção 100% nacional na Fiocruz e mais 110 milhões de
doses, poderemos vacinar mais 71,5 milhões de pessoas.
Isso coloca o país numa posição privilegiada entre as
nações que terão um grande número de doses para as suas
populações”, anuncia o vice-presidente de Produção e
Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger.
Outro aspecto positivo desses resultados é que, dos 11.636
voluntários que tiveram seus dados analisados, apenas 30
testaram positivo para a Covid-19 mesmo após a vacina e
nenhum deles precisou ser hospitalizado ou teve reações
graves. No caso dos estudos conduzidos pela Universidade
de Oxford, mesmo os participantes assintomáticos estão
realizando testes laboratoriais de diagnóstico para
monitoramento.
Segundo o vice-presidente, esses resultados positivos se
somam aos dados que foram publicados recentemente
sobre a ação da vacina em idosos. “Vimos recentemente
dados divulgados que mostram que essa vacina fornece
uma resposta imunológica muito forte em idosos, uma
população vulnerável que não tem respondido tão bem em
outras vacinas que têm sido estudadas, e que os adultos
jovens têm resposta tão boa quanto os mais velhos. Ou
seja, a vacina cumpre o papel de proteger as pessoas e
ainda tem efeito adicional de diminuir a transmissão do
vírus”, avalia Krieger.
O diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos
(Bio-Manguinhos/Fiocruz), Mauricio Zuma, lembra ainda
das vantagens associadas ao preço e ao quantitativo que
está sendo oferecido. “Estamos trabalhando dentro do
cronograma previsto, com uma expectativa de produção
de 210,4 milhões de doses em 2021, com um valor por
dose extremamente acessível, entre US$ 3 e US$ 4 e uma
vacina que pode ser armazenada e transportada na
temperatura de 2-8oC, podendo ser distribuída e
armazenada utilizando toda a logística já existente no
Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS). Nossas
equipes estão se dedicando muito e vamos entregar uma
vacina segura e de qualidade para a população brasileira”,
avalia o diretor.
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
https://portal.fiocruz.br/noticia/covid-19-fiocruz-produzira-vacina-desenvolvida-pela-universidade-de-oxford
No trecho “No caso dos estudos conduzidos pela
Universidade de Oxford, mesmo os participantes
assintomáticos [...]”, o prefixo a- tem o mesmo significado
que em: