Leia o excerto abaixo e responda à questão.
A mata dormia o seu sono jamais interrompido.
Sobre ela passavam os dias e as noites, brilhava o
sol do verão, caíam as chuvas do inverno. Os
troncos eram centenários, um eterno verde se
sucedia pelo monte afora invadindo a planície, se
perdendo pelo infinito. Era como um mar nunca
explorado, cerrado no seu mistério. A mata era
como uma virgem cuja carne nunca tivesse sentido
a chama do desejo (...). Impenetrável e misteriosa,
antiga como o tempo e jovem como a primavera, a
mata aparecia diante dos homens como a mais temível das assombrações (...). A mata! Não é um
mistério, não é um perigo nem uma ameaça. É um
deus!
(AMADO, Jorge. Terras do Sem Fim. Rio de Janeiro: Record,
2004, pp. 45-47).
A conjunção “nem” no período “A mata! Não é um
mistério, não é um perigo nem uma ameaça. É um
deus!” exerce a função de