O trecho a seguir foi extraído de um dos discursos do
Barão do Rio Branco, o patrono da diplomacia brasileira. Considere-o atentamente para responder a questão.
“O estudo da história nacional é ocupação das mais
gratas e tão absorvente para os que por ele se apaixonam, que, às vezes, uma vida inteira se passa em
reunir elementos para trabalhos de conjunto, que nem
sempre nos julgamos bastante preparados para empreender resolutamente ou cuja execução adiamos
seduzidos pelo desejo de novas, mais amplas e contínuas pesquisas. Mas, durante essa longa, prolixa e
paciente preparação, em que as descobertas pessoais
se multiplicam, enchendo de encanto o investigador,
durante o minucioso inquérito a que procedemos sobre os nossos antecedentes sociais e políticos, vai-se
formando em nós, primeiro obscuramente e, depois,
com evidência e autoridade irrecusáveis, a convicção
da grandeza dos nossos destinos no hemisfério americano. Nenhuma recompensa cívica, nenhuma coroa
de louros, nenhuma aclamação gloriosa vale esse
resultado moral, que é a segurança de que o nosso
patriotismo se objetiva dignamente. Diante do pessimismo irredutível dos que veem o mundo através das
próprias irritações e tristezas, e mesmo nas horas escuras das nossas fadigas e desalentos pessoais, a
confiança nos destinos do Brasil se apresenta como
o melhor dos tônicos. Foi ela certamente a que nos
amparou nos momentos difíceis com a energia que
sempre pôde vencer vaticínios sinistros e infundados,
nascidos somente de fatos de passageira realidade”.
(Trecho com adaptações)
No tocante à interpretação desse trecho, pode-se
afirmar que o seu autor argumenta que: