Leia o texto para responder à questão
O mal é da televisão
Camarada escritor:
Escrevo-lhe esta carta, conforme me pediu, para contar o
que sei sobre o cão pastor-alemão. Agradeço que me corrija
as faltas e a pontuação, para sair bem no livro. Aí vai…
O meu pai apareceu um dia com o cão em casa. Disse:
“andou sempre a seguir-me, não quer largar mais.” Eu fiquei
contente, um lindo cão e inteligente. Demos-lhe o nome de
Jasão, foi o meu pai que escolheu o nome, pois gosta muito
de lendas gregas. Jasão aprendeu logo o nome, era esperto.
Quando eu ia para o Instituto, onde estou a estudar Planificação, o cão queria ir comigo. Às vezes até foi. Ficava
à espera de que eu saísse das aulas e acompanhava-me a
casa. Sempre grande e calmo, um senhor. As garinas1
rodeavam-no logo, a fazer festas, ele deixava. Quem aproveitava
da popularidade dele era eu. Por isso até que gostava da sua
companhia. Mas o meu pai xingava-me sempre por o levar.
Achava que não ficava bem o filho dum responsável, mesmo
se pequeno, andar com um cão. Isso era prática de outros
tempos que devíamos combater: os filhos dos governadores
ou senhores coloniais é que andavam assim! Podíamos ter o
cão, mas em casa, sem dar nas vistas, para que as massas
não fizessem paralelos incômodos com os tempos antigos.
(Pepetela. O Cão e os Caluandas. Adaptado)
Na reescrita de informações do texto, o emprego de pronomes e a colocação pronominal atendem à norma--padrão em: