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Tanto no poema de Adélia Prado quanto no conto de Mia Couto, a expressão “primeira vez” remete a momentos felizes:
“O silêncio de quando nos vimos a primeira vez / atravessa a cozinha como um rio profundo” (Texto II, v. 11 e 12)
“Quando ele me dirigiu palavra, nesse primeiríssimo dia, dei conta de que, até então, nunca eu tinha falado com ninguém. [...] Dessa vez, com esse homem, na palavra eu me divinizei. [...] Lembro desse encontro, dessa primogênita primeira vez”. (Texto III, l. 8-13)
O silêncio (Texto II) e a palavra (Texto III), tão marcantes no primeiro encontro de cada casal, remetem, respectivamente à ideia de