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Toda a vida acreditei: amor é os dois se duplicarem em um. Mas hoje sinto: ser um é ainda muito. De mais. Ambiciono, sim, ser o múltiplo de nada, Ninguém no plural. Ninguéns. (l. 35-37)
Esse trecho apresenta metáforas construídas a partir de conceitos matemáticos: duplicidade, unicidade e multiplicidade.
Ele contraria a lógica matemática para enfatizar a percepção da narradora acerca do amor