Transferência em psicoterapia de grupo: conceito e importância
Leonardo H. C. Barros, 2015 (trecho adaptado).
Muitos dos relacionamentos interpessoais mal adaptados
baseiam-se nas distorções surgidas nas experiências
primordiais de desenvolvimento. Diante dessa constatação,
alguns grupanalistas que refletiam sobre como ocorre a
atmosfera e o clima familiar-familial proporcionados pela
grupoterapia facilitam a experimentação e a expressão de
sentimentos de transferência.
Ao estudar grupos, nos deparamos com a realidade grupal
que remete à realidade do grupo primordial, em que os
membros podem ter o mesmo tipo de comportamentos e
reações que tenham tido melhor aceitação na infância, com
seus familiares.
Sabemos que a transferência traz consigo o indicador que
aponta a proximidade do conflito inconsciente. Anna Freud
acentuou que as fantasias transferenciais têm, amiúde, suas
fontes nas relações objetais do início da vida. Essas
fantasias possuem um valor incomparável como meio de
proporcionar informações sobre as experiências emocionais
passadas do paciente.
(JORNAL de PSICANÁLISE 48 (88), 81-94. 2015;
Transferência em psicoterapia de grupo de orientação
analítica. Fonte: https://bit.ly/2UMWD2n)
Leia o texto 'Transferência em psicoterapia de
grupo: conceito e importância' e, em seguida, analise as
afirmativas abaixo:
I. O texto apresenta ao leitor a ideia de que a transferência
traz consigo o indicador que aponta a proximidade do
conflito inconsciente.
II. O texto sugere que muitos dos relacionamentos
interpessoais mal adaptados baseiam-se nas distorções
surgidas nas experiências primordiais de desenvolvimento.
III. O texto procura deixar claro para o leitor que as fantasias
possuem pouca relevância no contexto da investigação
psicológica sobre as experiências emocionais passadas de
um paciente, devendo ser consideradas exclusivamente sob a
ótica estruturalista ou de um modo análogo às necessidades
fisiológicas do indivíduo.
Marque a alternativa CORRETA: