O poder da amizade
Se depender do ritmo de vida que adotamos ultimamente, vivemos isolados. Isso porque a agenda está sempre lotada de compromissos profissionais, mas a vida social vai ficando de lado. Porém a
medicina faz um alerta importante: ter amigos (e conseguir mantê-los
por perto, claro!) faz bem para a saúde.
Segundo o psicólogo Yuri Busin (SP), doutor em Neurociência
do Comportamento, as amizades são capazes de transformar a
saúde mental das pessoas. “Cultivar boas relações traz uma sensação de não estar só, além de alegrias e suporte no momento dos
problemas”, comenta. Mas, o profissional também alerta, é importante observar a qualidade dos relacionamentos. “Vale lembrar que
tem amizades que são tóxicas, e dessas você deve se afastar.”
Segundo um estudo que começou em 2004, algumas regiões
do mundo são conhecidas pela longevidade dos seus habitantes.
Entre as características em comum estão uma dieta muito próxima do
modelo mediterrâneo, atividade física diária, uma atitude positiva em
relação à vida e amigos sempre presentes. Chamadas de Blue
Zones, essas regiões ainda são conhecidas pela baixa incidência
de doenças crônicas. O conceito começou a ser desenvolvido pelos
estudiosos Gianni Pes e Michel Poulain, que descobriram que a
província de Nuoro, na Sardenha (Itália), era uma área com alta
concentração de centenários. Desde então, outras quatro Blue Zones
surgiram: a ilha de Ikaria, na Grécia, Okinawa, no Japão, a península de Nicoya, na Costa Rica, e Loma Linda, no sul da Califórnia
(EUA). A cidade Jaraguá do Sul (SC) foi pré-selecionada e é a
primeira na América Latina indicada para participar do estudo.
Revista Viva Saúde. São Paulo: Editora Escala, edição 189, fevereiro de 2019. (adaptado)
Há uma construção típica do registro informal, que não seria
adequada à redação oficial, no seguinte trecho: