Em 1999, a Assembleia Geral da ONU convocou um
Movimento Global para uma Cultura de Paz, com o intuito
de estancar a escalada da violência no mundo. Para a ONU,
o conceito de cultura de paz parte do princípio de que a paz
e a violência não são inerentes à humanidade. Por isso, a
paz precisa ser ensinada e estimulada, para forjar um mundo
mais digno, justo e harmonioso.
Dois conceitos são importantes para essa aprendizagem.
O primeiro afirma que a cultura de paz é uma escolha e uma
ação que se deseja concretizar. Portanto, não adianta falar
apenas que a violência é algo que não se deseja, porque
isso não vai resolver o problema. O outro conceito é o de que
a construção da paz é um processo educativo: as pessoas
precisam vivenciar, debater e concretizar ações, partindo
do princípio de que, quando agimos apenas de acordo com
nossa vontade, nossas ações afetam o outro. Achar que só
as nossas vontades têm de prevalecer prejudica nossas relações com o outro. Daí a importância do diálogo, da tolerância
e do acolhimento.
Se a paz é decisiva no nível do indivíduo, muito mais no
nível coletivo. Por isso, os agentes da administração pública,
da segurança, os da educação e da justiça são figuras
imprescindíveis, para que o processo de paz se concretize
na sociedade em geral. Não é difícil pôr em prática algumas
ações que sustentam a paz, entre elas:
1. Respeitar a vida, sem discriminar nem prejudicar ninguém.
2. Rejeitar a violência em todas as suas formas, buscando
proteger os mais fracos, como crianças, idosos e pessoas
vulneráveis.
3. Ouvir para compreender, privilegiando a escuta e o diálogo,
sem ceder ao fanatismo nem à maledicência.
4. Preservar o planeta promovendo um consumo responsável, protegendo todas as formas de vida e o equilíbrio dos
recursos naturais do planeta.
5. Redescobrir a solidariedade, a partir do respeito aos princípios democráticos, com o fim de criar modos mais fraternos de convívio entre as pessoas.
(http://www.comitepaz.org.br. Adaptado, acesso em 11.11.2019)