TEXTO 1
Direitos humanos são de todos
[...] Faço um desabafo diante do crescente pensamento que, de forma simplista e perigosa, vem
desconsiderando conquistas históricas da humanidade. É comum ouvir que os direitos humanos servem para
defender bandidos. Essa falaciosa afirmação, que encontra eco em diversos setores sociais, rasga uma história de
luta permanente pela dignidade da pessoa humana, pela proteção dos indivíduos contra regimes autoritários e
pela consolidação das liberdades individuais.
Os direitos humanos estão presentes no nosso cotidiano, algumas vezes de forma quase imperceptível.
Estão na liberdade de ir e vir, na liberdade de expressão e manifestação (assegurando, inclusive, o direito de
criticar os próprios direitos humanos) e no direito de eleger representantes políticos. Também ocorrem quando
exigimos do poder público bons serviços de saúde, educação e segurança. Manifestam-se no direito ao trabalho,
bem como na garantia de lutar contra a intervenção excessiva do Estado nas nossas vidas. Revelam-se no
combate às formas de preconceito e no direito à acessibilidade [...].
Eles são amplos, universais e inalienáveis. Os direitos humanos não pertencem a partidos, ideologias ou
determinados grupos de pessoas. Portanto não é crível que possamos ser contra essas garantias que foram
conquistadas – e continuam sendo! – à custa de muitos esforços individuais e coletivos. A construção de um País
mais seguro, livre, justo, tolerante e plural depende da afirmação, e não da negação, dos direitos humanos. Que
construamos uma nova sociedade, mas não esqueçamos das barbáries do passado. E que, também, não façamos
tábula rasa da história e das conquistas de toda a humanidade.
SANTOS, Luiz Fernando Barbosa dos. Disponível em: https://www.jornaldocomercio. com/_conteudo/2018/03/opiniao/617565-direitos-humanos-sao-de-todos.html Acesso em: 10.08.19.
A partir do trecho “Essa falaciosa afirmação, que encontra eco em diversos setores sociais, rasga uma
história de luta...”, entende-se que