Saúde no prato
Faça do alimento o seu medicamento. Há mais de
2500 anos, o médico e filósofo grego Hipócrates já havia
enfatizado com essa frase a importância da utilização de
alguns alimentos para reduzir o risco de doenças. Ele
estava se referindo ao que hoje conhecemos como
alimentos funcionais, aquele que nós consumimos tanto
por suas funções nutricionais quanto por serem benéficos
à nossa saúde. Esses nutrientes prometem atuar na
redução do risco de doenças crônicas como câncer,
diabetes e mal de Alzheimer, além de problemas
cardiovasculares (hipertensão, por exemplo), ósseos,
inflamatórios e intestinais. Contudo, para você conseguir
alcançar os benefícios desses alimentos, é preciso
consumi-los regularmente.
O primeiro passo para beneficiar o seu organismo é
deixar mais de lado gorduras, frituras e embutidos. E
montar um cardápio mais equilibrado, com frutas, grãos
integrais, peixes, aves e legumes, já que são as principais
fontes dos componentes ativos dos alimentos funcionais.
Observe, no entanto, que, se você estiver
consumindo um alimento funcional com a intenção de
controlar o colesterol, por exemplo, apenas terá bons
resultados caso ele esteja associado a uma dieta pobre em
gordura saturada e colesterol. Isso quer dizer que você
deve evitar comer carnes à milanesa, peixe frito, salsicha,
salaminho, mortadela, biscoitos, bolos industrializados e
queijos amarelos.
Saiba ainda que, para ser considerado um funcional,
ou alegar propriedade funcional, o alimento deve conter
alguns componentes essenciais. Por isso, você precisa ficar
atento aos rótulos dos produtos nos supermercados,
principalmente dos alimentos processados.
Revista Saúde, da Proteste, dezembro 2015