Leia o texto para responder a questão.
Está bem difícil a vida de quem mora no Rio de Janeiro
e precisa andar na rua. Termômetros digitais mostram uma
temperatura que o corpo da gente não registra: a sensação
térmica é muito mais alta. Dia desses, vinha caminhando,
tentando respirar e, ao mesmo tempo, poupar um pouco as
energias para chegar ao meu destino, quando encontrei uma
moça, numa sombra de árvore, tentando estimular seu buldogue francês, esparramado no chão, a se levantar e andar.
Olhei o relógio, o qual marcava pouco mais de 11h. Ao lado
do bichinho, já com meio palmo de língua para fora, havia
uma cumbuca cheia de água, que a moça tentava oferecer ao
animal e que, naquele momento, estava sendo inútil.
Parei um pouco, sugeri que ela jogasse a água sobre a
cabeça do cão, pegasse-o no colo e corresse com ele para
casa. O risco de intermação é grande, sobretudo para raças
de focinho achatado.
Quando nos despedimos, chamei sua atenção para o perigo que o cão correra e fiz ela me prometer que nunca mais
sairia com ele àquela hora no verão. “Eu sei, ele fica plantado
em casa, sem sair, por causa deste calor. Não consigo acordar cedo para sair com ele”, confessou-me ela.
(Amelia Gonzalez. “Nossos pets e o aquecimento global”.
https://g1.globo.com, 25.01.2019. Adaptado)