Carta ao Leitor
Nunca te vi, sempre te amei
(...)
De todas as tarefas que fazem parte da rotina de redação
de Galileu, a mais prazerosa certamente é ler as cartas dos
leitores. Os fãs da revista são de fato especiais e suas cartas
traduzem isso. São criativos, curiosos, observadores e não
deixam passar nada. Fazem perguntas tão difíceis quanto
imprevisíveis.
Querem saber de tudo: do monstro do Lago
Ness ao Projeto Genoma Humano. E não se contentam com
respostas pela metade. Ler as dúvidas que aparecem nas
cartas, os comentários sobre as reportagens passadas e as
sugestões de futuras é gratificante para qualquer jornalista.
Ainda mais para nós, jornalistas de Galileu, que adoramos um
bom desafio.
Felizmente, a revista conta com uma arma secreta para
satisfazer tantas pessoas exigentes. Vou apresentá-la agora:
Luiz Francisco Senne, nosso secretário de produção, professor
de português, roqueiro, colecionador de discos de vinil e
livros usados, e responsável pelo atendimento aos leitores.
Kiko, como é muito mais conhecido, sabe também driblar as
angústias dos nossos jovens amigos em apuros.
Muitos pedem ajuda a Galileu quando recebem dos
professores uma tarefa complicada e não sabem a quem
recorrer. Kiko responde delicada mas firmemente: não dá para
fazer o trabalho escolar no lugar do aluno (é festa agora?). Mas
simpatiza com o drama de leitores como este cuja mensagem
é reproduzida acima: “Vocês não poderiam dar uma dica de
como ir bem numa prova de física porque o meu cérebro está
cansado?” Atendendo ao apelo levado aos repórteres por
Kiko, Galileu oferece a seus leitores a matéria “Os cientistas
alertam: não deveríamos existir”, do editor Marcelo Ferroni.
Ela mostra que a física pode ser criativa em vez de uma aula
chata. Quer ver?
Martha San Juan França, Diretora de Redação