TEXTO I
Templo descoberto no México revela como os
astecas faziam sacrifícios humanos
As execuções em nome do deus Xipe Totec
aconteciam
durante um festival conhecido como
Tlacaxipehualiztli que significa
"esfolamento dos
homens”
Muitas civilizações pré-colombianas fizeram
sacrifícios humanos. Mas, como várias delas não
deixaram registros escritos, as teorias sobre como
aconteciam esses rituais são baseadas apenas nos
relatos dos colonizadores. Agora, vestígios físicos de
um templo recém-descoberto no México podem
ajudar a solucionar esse mistério. A edificação foi
construída em homenagem ao deus Xipe Tótec, o
“Lord Esfolado”, a principal divindade a quem eram
dedicados esses sacrifícios.
Xipe Totec está entre as mais antigas
divindades pré-colombianas conhecidas. Acredita-se
que ele tenha sido adorado por muitas culturas
antigas, incluindo os astecas. Era venerado como o
deus da primavera, do renascimento, da libertação e
da fertilidade. Apesar de Xipe Totec estar no cânone
dos deuses pré-colombianos, é a primeira vez que
arqueólogos encontram um templo inteiramente
dedicado a ele.
A edificação tem 12 metros de largura por 3,5
de altura, foi erguida entre os anos 1000 d.C e 1260
d.C., e está localizada no sitio arqueológico de
Ndachjian–Tehuacán, em Puebla, no México. Os
arqueólogos afirmam que a etnia Popolocas construiu
o templo, mas pouco tempo depois foi dominada
pelos astecas.
Os sacrifícios para Xipe Totec aconteciam
durante um festival conhecido como
Tlacaxipehualiztli — que significa, ao pé da letra,
“esfolamento dos homens”. De acordo com um antigo
mito, o deus estendia sua pele sobre a terra durante a
primavera, renovando o solo com nova vegetação.
Por isso, no festival, tirava-se a pele de
humanos em uma cerimônia que simbolizava o
renascimento, a fertilidade e a alternância das
estações.
https://super.abril.com.br/historia/templo-descoberto-nomexico-revela-como-os-astecas-faziam-sacrificios-humanos/
Acesso em: 07/01/2019.
Em “Por isso, no festival, tirava-se a pele de humanos
em uma cerimônia que simbolizava o renascimento, a
fertilidade e a alternância das estações”, a conjunção
constante desse fragmento estabelece com o outro
período uma relação semântica de: