Dança envolve corpo e mente: atividade pode
ajudar no
tratamento de depressão
A vida é cheia de obstáculos, por isso é
preciso dar um passo de cada vez. Assumir essa
atitude é uma excelente forma de ajudar quem
está sofrendo de um mal bastante comum: a
depressão. Para promover a conscientização
sobre o tema, a Libbs Farmacêutica, em parceria
com o Instituto Ivaldo Bertazzo, criou um projeto
chamado Próximo Passo, que oferece aulas de
dança gratuitas para pessoas com histórico de
depressão.
O objetivo dessa iniciativa é conciliar o
tratamento feito no consultório médico com
atividades físicas. “Dançar ajuda no reequilíbrio
mental e no reconhecimento do próprio corpo,
melhorando a autoestima. Além disso, a atividade
promove a reintegração social, pois estimula a
socialização”, comentou a psiquiatra Giuliana
Cividanes, da Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp), que acompanhou todo o processo do
projeto Próximo Passo.
Após a divulgação do programa, mais de mil
pessoas se inscreveram. Em seguida, a equipe
realizou uma rigorosa seleção, onde foram
escolhidos 40 participantes com histórias de
vida diversas e com histórico de depressão em
diferentes estágios. Mulheres, homens, jovens e
idosos tiveram que encarar esse grande desafio
que é lutar contra a depressão dançando.
Foram quatro meses de ensaios, com aulas
dadas pelo coreógrafo e educador Ivaldo
Bertazzo, pelo menos três vezes por semana.
Todos os participantes vivenciaram as dificuldades
dessa performance, buscando dentro de si muita
vontade e determinação.
Segundo os criadores do “Próximo Passo”, a
ideia é deixar claro para todos que, apesar de ser
uma doença que deve ser levada com a maior
seriedade, a depressão tem cura. E essa cura
pode começar com um simples movimento, como
a dança. “No dia da audição para o projeto, eu
saí daqui cheia de luz, fazia muito tempo que não
me sentia dessa forma. Fazer parte do projeto me
trouxe cor à vida”, comentou Aranai Guarabyra.
(...)
Entendendo a depressão
Ansiedade, angústia, desinteresse por
coisas comuns do dia a dia, falta de motivação,
medo e tristeza intensa são apenas alguns dos
sintomas que a depressão pode trazer. Contudo,
o diagnóstico para a doença não é tão fácil. Isso
porque a maioria das pessoas que sofrem com o
problema tendem a rejeitar esses sinais.
Por esse motivo, a ajuda da família é essencial
para o diagnóstico e também para o tratamento.
Acusar uma pessoa com depressão de que ela
tem uma vida boa, saúde e dinheiro, dizendo que
essa tristeza não é “nada”, só fará com que ela
se sinta mais triste e culpada, podendo piorar o
quadro da doença.
A primeira coisa que um familiar deve fazer por
alguém depressivo é mostrar que está presente
e que podem enfrentar isso juntos. Então, para
que o paciente não se sinta sozinho, os parentes
e amigos podem fazer companhia durante as
primeiras consultas de terapia, apoiando esse
momento tão novo e desconhecido.
Como a depressão pode ter múltiplas
causalidades, com aspectos genéticos,
ambientais e biológicos, antes de se iniciar
qualquer tratamento, é necessário que seja feita
uma investigação etiológica rigorosa. Após essa
avaliação, o especialista poderá escolher o melhor
tratamento, complementando o acompanhamento
médico com outras atividades físicas.
“Segundo pesquisas, a atividade física prolonga
os efeitos do tratamento medicamentoso em um
período médio de quatro anos”, complementa a
psiquiatra.
De acordo com a Organização Mundial da
Saúde (OMS), a depressão é a maior causa de
incapacitação do mundo. Em 2015, o número de
pessoas com depressão chegou a 322 milhões
pelo mundo, sendo 11,5 milhões só no Brasil.
Primeiros passos para começar a dançar
O “Minha Vida” esteve presente no lançamento
do projeto, junto com os criadores e participantes
do “Próximo Passo”, que falaram um pouco
sobre o processo criativo para a coreografia, as
dificuldades e a superação que viveram ao longo
desse período.
Além disso, o coreógrafo Ivaldo Bertazzo
realizou uma dinâmica com todos os presentes.
Para atividade, recebemos dois bastões de madeira, um com aproximadamente 60 cm e
outro com 1,30m. Então, ele ensinou alguns
movimentos que poderiam se realizar com o
objeto, controlando a respiração ao mesmo
tempo.
Essas ações com os bastões ajudam na
melhora da coordenação motora, no relaxamento
e alinhamento da postura em diversas situações.
O manuseio do objeto amplia no cérebro a
percepção do corpo, sendo importante para
atividades cotidianas.
Apesar de serem movimentos simples, esse
foi o primeiro passo dado aos participantes do
espetáculo, que em muitos casos nunca haviam
se permitido soltar o corpo ao som da música.
Texto adaptado de: https://www.psicologiasdobrasil.com.br/danca-envolve-corpo-e-mente-atividade-pode-ajudar-no-tratamento-de-de-pressao/